No trecho do livro que ora estudamos, da Hélène Trocmé-Fabre – Reinventar o Ofício de Aprender, chegamos no tópico Uma vida cognitiva sem fronteiras e sem compartimentos que aborda três itens correlacionados:
- a dupla dinâmica: potencialização e atualização – ” Na visão de stéphane Lupasco, toda energia possui uma energia antagônica; a atualização de uma provoca a potencialização da outra. Por isso é importante a situação intermediária (” o nível T”): “toda energia que passa de uma situação de potencialização para uma situação de atualização se encontra necessariamnete, num dado momento, numa situação intermediária (…) onde ela encontra a energia antagônica passando da situação de atualização para a situação de potencialização, na mesma situação T.”(p.80)
- imagens perceptuais e imaginadas: mesmo circuito – “Se, como vimos, nossa percepção sensorial é, incontestavelmente, uma construção individual, pessoal e biográfica de nossa relação com a realidade, já as imagens mentais são, por seu lado, uma atualização seletiva e transitória (num dado momento e sob uma certa forma) de um estado potencializado, até então mudo, mas disponível. Essa atualização adquire a forma de traços figurativos de uma relação que ocorreu, num dado momento, entre nós e o meio ambiente, entre nós e os outros, entre nós e nós mesmos. Por isso nossas imagens mentais trazem a marca, ainda muito mais forte do que a imagem perceptiva, de nossos estados emocionais, de nossa escala de valores, de nossas decisões prematuras, de nossas projeções dentro do que consideramos ser nosso passado ou do que gostaríamos que fosse nosso devenir.” (p.82)
- afetividade e racionalidade: uma e outra - “Os dois termos “afetividade” e “racionalidade” são os sobreviventes do léxico da dicotomia que herdamos no Ocidente. Enfim , agora é possível ousar aproximar os dois vocábulos, pronuncia-los um após o outro, buscar descobrir sua articulação em nossa vida cognitiva, dizer que ambos são partes integrantes dela e que eles são as duas vertentes de uma mesma realidade.” (p.84)
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Nossa vida cognitiva é um instrumento existencial.
Abraços
TCris
