Data: 2011.10.15 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentários: 0

No trecho do livro que ora estudamos, da Hélène Trocmé-Fabre – Reinventar o Ofício de Aprender, chegamos no tópico Uma vida cognitiva sem fronteiras e sem compartimentos que aborda três itens correlacionados:

- a dupla dinâmica: potencialização e atualização – ” Na visão de stéphane Lupasco, toda energia possui uma energia antagônica; a atualização de uma provoca a potencialização da outra. Por isso é importante a situação intermediária (” o nível T”): “toda energia que passa de uma situação de potencialização para uma situação de atualização se encontra necessariamnete, num dado momento, numa situação intermediária (…) onde ela encontra a energia antagônica passando da situação de atualização para a situação de potencialização, na mesma situação T.”(p.80)

- imagens perceptuais e imaginadas: mesmo circuito – “Se, como vimos, nossa percepção sensorial é, incontestavelmente, uma construção individual, pessoal e biográfica de nossa relação com a realidade, já as imagens mentais são, por seu lado, uma atualização seletiva e transitória (num dado momento e sob uma certa forma) de um estado potencializado, até então mudo, mas disponível. Essa atualização adquire a forma de traços figurativos de uma relação que ocorreu, num dado momento, entre nós e o meio ambiente, entre nós e os outros, entre nós e nós mesmos. Por isso nossas imagens mentais trazem a marca, ainda muito mais forte do que a imagem perceptiva, de nossos estados emocionais, de nossa escala de valores, de nossas decisões prematuras, de nossas projeções dentro do que consideramos ser nosso passado ou do que gostaríamos que fosse nosso devenir.” (p.82)

- afetividade e racionalidade: uma e outra - “Os dois termos “afetividade” e “racionalidade” são os sobreviventes do léxico da dicotomia que herdamos no Ocidente. Enfim , agora é possível ousar aproximar os dois vocábulos, pronuncia-los um após o outro, buscar descobrir sua articulação em nossa vida cognitiva, dizer que ambos são partes integrantes dela e que eles são as duas vertentes de uma mesma realidade.” (p.84)
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Nossa vida cognitiva é um instrumento existencial.

Abraços
TCris

Data: 2011.10.05 | Categoria: Cenários, Companheiros de Aprendizagem, Projetos 2011 | Comentários: 0

No ultimo dia 27 de setembro Monica O. Simons e Teresa Cristina, duas das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem reuniram-se em Itapeva para a realização do 8o. Encontro do Projeto Pólen.

Monica Simons conduz a Roda 27 09 11 em Itapeva

O trabalho começou pela manhã com uma dinâmica roda realizada ao ar livre como boas-vindas e acolhida aos participantes do projeto PÓLEN e os diretores das EMEIS, especialmente convidados para a ocasião. Como membro do CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar e uma das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem – ambas instâncias atuantes na formação das pessoas dentro da abordagem transdisciplinar – , Monica, convidada para este evento, privilegiou na condução dos trabalhos a emergência do sujeito – cada educador presente – na conquista de sua própria consciência ambiental que possa vir a orientar seu trabalho pedagógico tendo como foco o pensamento sistêmico que enfatiza a interdependência de todos os elementos que em cadeia, sustentam a vida.

São novos companheiros interagindo com a Companhia!
Saiba mais – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=327&idGrupo1=4

Data: 2011.09.29 | Categoria: Cenários, Notícias | Comentários: 0

Pois é! Não dá para não contar e compartilhar o que vi em INHOTIM – MG. Todo mundo deveria querer ir lá! E é o que grande número de estrageiros e alguns brasileiros começam a descobrir. Quem quiser saber mais pode acessar :

http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=324&idGrupo1=4

Inhotim - MG - Foto: Ricardo Fronterotta
Mas o que eu quero registrar adicionalmente no Blog Companhia de Aprendizagem é o quanto o traçado físico dos jardins, cantos e recantos de Inhotim nos conduz a pensar nos caminhos transdisciplinares – o quanto eles se interpenetram e nos levam a novas e inusitadas paisagens. Além, é claro, da proposta de integração e embricamento de um Museu de Arte Contemporânea que também expõem suas obras ao ar livre num cenário majestoso de Jardim Botânico.

Isso é uma maravilha! E vale o empenho de chegar até lá!

Abraços
TCris

Data: 2011.08.30 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Ofício de Aprender | Comentários: 0

O 7º. Encontro do PROJETO PÓLEN que aconteceu na Sala Verde, em Itapeva – SP no dia 30 de agosto último, propôs uma reflexão sobre os cinco princípios escolhidos do TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL para serem utilizados como meta e diretriz nesta primeira etapa da implantação do eixo articulador da Educação Ambiental dentro Projeto Político Pedagógico para 2012 da Secretaria Municipal de Educação.

O TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL foi elaborado durante um ano de trabalho internacional, o Tratado contou com a participação de educadoras e educadores de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (America Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África, Pacífico Sul). Além de servir de apoio a diferentes ações educativas, inspirou a criação de diversas Organizações da Sociedade Civil ( ONGs) e Redes de Educação Ambiental. Gradativamente este Tratado vem servindo de inspiração e fundamentando a concretização de Políticas Públicas em Educação Ambiental. A atualidade e vigência do Tratado deram origem à 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, que está prevista para durar de 2008 a 2012. http://tratadodeeducacaoambiental.net

Estes cinco princípios selecionados foram abordados pelos participantes do Projeto Pólen a partir de uma perspectiva metodológica onde “ a proposta feita aos educadores é desenvolver e encorajar nas atividades que eles propõem: a diversidade, a complementaridade, a cooperação, a interconexão, a emergência de significações, a escolha e as decisões.” (cf. Helene Trocmé-Fabre in Reinventar o Ofício de Aprender). A dinâmica escolhida privilegiou o uso da linguagem simbólica através de poemas de Cecília Meireles que ilustraram os referenciais teóricos expressos nos princípios. Foi uma experiência inovadora onde a emergência de significações favoreceu uma ampliação perceptiva tangível para os participantes do projeto, segundo seus relatos.

Saiba mais – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=323&idGrupo1=4
TCris

Data: 2011.08.28 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Ofício de Aprender | Comentários: 0

Monica O. Simons - Certeza que outro mundo    poss  vel
Nossa companheira de aprendizagem e uma das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem, Monica O. Simons, coordenou o 4º Encontro de Educação Ambiental, evento realizado no município de Guarulhos – SP:


“Quebrando paradigmas e de forma emblemática, o GTIEA- Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Ambiental do Município de Guarulhos ( constituído pelo Decreto nº 28968/11), em parceria com a iniciativa privada e o terceiro Setor e com a participação de especialistas de renome nacional e internacional, realizou de 11 a 13 de agosto passado o maior evento de Educação Ambiental do Estado, preparatório para a Rio+20 (vinte anos depois da Eco Rio 92, daí o nome “Rio+20”).

É inquestionável que o modelo econômico que mercantiliza a vida com modos de produção e consumo vigentes é incompatível com o equilíbrio socioambiental, assim, estando às portas de uma nova grande conferência denominada Rio+20 é urgente que a sociedade se organize para garantir a tão almejada mudança deste modelo e evitar o iminente fracasso desta nova tentativa, onde grandes corporações e Governos coniventes (incluindo o brasileiro) que camuflando os modelos vigentes ao denomina-los de “economias verdes”, nada mais fazem do que criar novas oportunidades de mercado com a crise ambiental como grande alimento!

Estamos cientes de que o tempo é chegado, não mais para continuar a somente falar e lamuriar sobre as condições dramáticas planetárias mas para investir e se comprometer mais intensamente com ações concretas que tragam soluções que, de fato, possam cotidianamente construir vidas plenas, intensas e felizes para todos e que é chegada a hora de entender que somos uma única família humana, numa única casa planetária e que, portanto, enquanto um único ser humano tiver fome, medo, dor e for privado de sua liberdade ou de qualquer um de seus direitos, nenhum dos outros seres humanos pode dizer que, de fato, é feliz!

“É com esse objetivo que o Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Ambiental da Prefeitura de Guarulhos realizou o 4º Encontro de Educação Ambiental, nos dias 11 a 13 de agosto quando teve lugar a 1ª Consulta Pública para a Minuta da lei que instituirá a Política Municipal de Educação Ambiental. Essa edição, em especial, teve em paralelo a realização da Oficina – Taller – Workshop Internacional da 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental rumo à Rio + 20, que contou com a presença de dez especialistas em nível mundial representando Estados Unidos, El Salvador, Equador, Bolívia, Chile, Inglaterra, Índia, Filipinas, Cabo Verde e que estiveram em Guarulhos preparando as diretrizes, estratégias e bases de discussão para a 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental pautada nos valores e princípios do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, a ser desenvolvida durante a Conferência que a ONU realizará, em junho de 2012 na cidade de Rio de Janeiro”.

SAIBA MAIS – http://www.youtube.com/watch?v=0JAaKNIpfnA&feature=player_embedded

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Data: 2011.08.25 | Categoria: Para refletir... | Comentários: 1

Conta um escritor que, certo dia, acompanhou um amigo até à banca de jornais em que ele costumava comprar o seu exemplar diariamente.

Ao se aproximarem do balcão, seu amigo cumprimentou amavelmente o jornaleiro e, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.

O amigo pegou o jornal, que foi jogado em sua direção, sorriu, agradeceu e desejou um bom final de semana ao jornaleiro.

Quando ambos caminhavam pela rua, o escritor perguntou ao amigo:

- Ele sempre o trata assim, com tanta grosseria?

- Sim – respondeu o rapaz – infelizmente é sempre assim.

- E você é sempre tão polido e amigável com ele? – perguntou novamente o escritor.

- Sim, eu sou – respondeu prontamente o amigo.

- E por que você é educado, se ele é tão grosseiro e inamistoso com você?

- Ora – respondeu o jovem – porque não quero que ele decida como eu devo ser.

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Data: 2011.08.22 | Categoria: Sons & Imagens | Comentários: 0

“Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.”
PABLO NERUDA
Vulc  o chileno Peyehue   jun 2011

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Data: 2011.08.20 | Categoria: Notícias, Trans | Comentários: 1

H Koppdelaney Parsifal Workshop com PATRICK PAUL

“A Cavalaria iniciática não pertence ao passado. Seu espírito, sua ética e sua capacidade de ação no mundo pertencem também ao presente.
A palavra Cavalaria remete ao latim caballus, cavalo, e, mais precisamente, caballa, égua. A dimensão feminina da iniciação da cavalaria (ou cavaleiresca) parece, então, fundamental a ela por sua própria denominação (a relação com a Dama, as Cortes de Amor, a erótica dos trovadores…). Paralelamente, a palavra habitual designando cavalo era, em latim, equus. Com isso, outro sentido também é significado na palavra. Uma ligação fonética pode de fato se fazer com o hebráico qabbalah (Kabalá ou Cabalá), designando um ensinamento iniciático tradicional e oral, contraposto a um ensinamento escrito. Então, a iniciação da cavalaria (ou cavaleiresca) se inscreveria num caminho vital, experiencial e oral que conduziria a estabelecer a ponte entre natureza física e natureza espiritual por meio do encontro com o Feminino. É neste sentido que se deve entender a busca celestial do Graal proposta por Merlin, a virtude da cavalaria (ou cavaleiresca) participando do mundo material, mas abrindo para uma ligação possível com o mundo celeste. A Cavalaria é, portanto, em sua essência, kabalaria, enquanto ordem detentora do conhecimento celeste. Mas na medida em que o espírito da busca consiste em encontrar um equilíbrio harmonioso entre espiritual e terrestre, cada cavaleiro se realiza mediante um movimento duplo: interior, encontrando a si mesmo (autoconhecimento), e exterior, cumprindo sua missão celeste (quando ela for conhecida) no mundo físico” (P. Paul – trad. Américo Sommerman).

PATRICK PAUL abordará esses diversos pontos a partir de uma leitura aberta do livro Percival de Chrétien de Troyes, escrito no fim do século XI, quando do apogeu dessa iniciação.

Datas e horários: 27/08 (das 9:30 às 18:00) e 28/08 (das 9:30 às 17:00)
Local: Rua Aureliano Coutinho, 215 – Higienópolis – S. Paulo – SP
Informações e inscrições: dalva_alves@hotmail.com

Imagem: Parcifal – foto de H. Koppdelaney

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