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	<title>Blog da Companhia de Aprendizagem</title>
	<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br</link>
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	<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 20:13:19 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>CONHECIMENTO DE SI E DO OUTRO</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/24/conhecimento-de-si-e-do-outro/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 20:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Diálogos</category>

		<category>Trans</category>

		<category>Para refletir...</category>

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		<description><![CDATA[O primeiro contato que tive com Louis Lavelle foi através de uma citação num artigo de P. Galvani (1), que vem conduzindo nossas reflexões sobre o processo de autoformação desde o início da Companhia. Eu havia ficado impressionada com a profundadidade de seu pensamento. E, por esses &#8220;acasos&#8221; que acontecem, chegou em minhas mãos um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O primeiro contato que tive com Louis Lavelle foi através de uma citação num artigo de P. Galvani (1), que vem conduzindo nossas reflexões sobre o processo de autoformação desde o início da Companhia. Eu havia ficado impressionada com a profundadidade de seu pensamento. E, por esses &#8220;acasos&#8221; que acontecem, chegou em minhas mãos um livro de Lavelle, do qual traduzo um trecho para compartilhar com vocês.</strong></p>
<p><div class="alinhar_dir_caixa"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/espelho__1__1.jpg" alt="espelho  1  1 - espelho  1  1" title="espelho  1  1 - espelho  1  1" /></div></p>
<p><strong><em>Conhecimento de si e do outro</em></p>
<p>&#8220;Ser é sempre mais que conhecer. Pois o conhecimento é um espetáculo que nós apresentamos a nós mesmos. Também, não há nada que seja mais desconhecido do que o ser que nós somos; nós não chegaremos alguma vez a abandonar nossa imagem. Num certo sentido, posso dizer que todo homem sabe mais de mim do que eu mesmo: mas isso não é para ele uma vantagem. Pois não é preciso saber com muita exatidão o que se é para ser de fato aquele que se é.</p>
<p>É natural que eu conheça melhor os outros que a mim mesmo, já que estou bem ocupado em me construir. E é por isso que há tanta presunção, falsa aparência e perda de tempo nesse cuidado com que eu me considero, que me atrasa quando me é preciso agir; eu devo abandoná-lo ao outro que não tem, de modo algum, o encargo direto do que virei a ser e que, inversamente a mim, interessa-se mais por meu ser realizado do que pelo ato que o realiza. Ele só vê em mim o homem manifestado, aquele que se distingue de todos os outros por seu caráter e por suas fraquezas, e não o homem que eu desejo ser e que procura sempre ultrapassar sua natureza e curar suas imperfeições. Eu experimento em mim, indefinidamente, a presença de uma potência que ainda não foi empregada, de uma esperança que ainda não foi frustrada. Um outro somente observa em mim o ser que eu posso mostrar, e eu, o ser que não mostrarei jamais. Inversamente ao que ele faz, eu tenho sempre os olhos fixados sobre o que eu não sou, bem mais do que sobre o que eu sou, sobre o meu ideal mais do que sobre meu estado, sobre a realização de meus desejos mais do que sobre a distância que me separa deles. </p>
<p>O mal-entendido que reina entre os homens provém sempre da perspectiva diferente pela qual cada um se vê e vê o outro. Pois cada um só vê em si mesmo as suas potencialidades e só vê no outro as suas ações. E o crédito que dá a si mesmo, recusa ao outro. Uma afinidade começa a uni-los a partir do momento em que ambos, ultrapassando o que podem mostrar, entram nessa confiança mútua, que já é uma muda cooperação. </p>
<p>Mas o egoísmo produz uma cegueira que, no momento em que descubro em mim um ser que sente, que pensa e que age, só deixa aparecer aos outros os objetos que devo descrever ou os instrumentos de que pude me servir. Não é preciso, então, ficar espantado pelo fato de que aquele que conhece todas as coisas em si não conheça a si mesmo, nem mesmo que, devido ao sentido contrário, cada um permaneça desconhecido ao mesmo tempo para si mesmo e pelos outros. </p>
<p>O mais difícil em nossas relações com os outros seres, é aquilo que parece ser talvez o mais simples: reconhecer essa existência própria, que os faz semelhantes a nós e, no entanto, diferente de nós, essa presença neles de uma individualidade única e insubstituível, de uma iniciativa e de uma liberdade, de uma vocação que lhes pertence e que nós devemos ajudá-los a realizar, ao invés de nos mostrar ressentidos, ou tentar curvá-los para conformá-los à nossa. Para nós, essa é a primeira palavra da caridade, e pode talvez ser também a última.&#8221;</p>
<p>LAVELLE, Louis. <em>L&#8217;erreur de Narcisse</em>, Paris: La Table Ronde, 2003.</strong></p>
<p>L. Lavelle (1883-1951) - Filósofo francês, foi professor no College de France a na Sorbonne, membro da Academie des Sciences Morales et Politiques, sua principal obra é <em>La Dialectique de l&#8217;éternel présent</em>, em 4 volumes.</p>
<p>(1) GALVANI, P. &#8220;Autoformação, uma perspectiva transpessoal, transdisciplinar e transcultural&#8221;, em <em>Educação e Transdisciplinaridade II</em>, Coord. Exec. CETRANS, São Paulo: Triom, 2002, p. 101-102.</p>
<p>Imagem: <em>Espelho</em>. http://assisbrasil.org/joao/elvio.htm</p>
<p><strong>Marly Segreto</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Antonio Vitor  - Inquietudes geradas pelo Real</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/20/antonio-vitor-inquietudes-geradas-pelo-real/</link>
		<comments>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/20/antonio-vitor-inquietudes-geradas-pelo-real/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 16:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Cenários</category>

		<category>Agenciamento</category>

		<category>Sons &amp; Imagens</category>

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		<description><![CDATA[
Fonte: www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/cul&#8230;
&#8220;Para mim, o caminho do Mistério passa pelo Real. Vem daí, quero crer, o imperativo do circunstancial em meu trabalho, empenhado sempre no delineamento de situações humanas, sejam elas triviais feito as do cotidiano, ou mais visivelmente solenes como Amor, Nascimento e Morte. Do contato com o circunstancial nasce-me, enfim, o impulso de trabalhar: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.resized_Antonio_Vitor___Pavilh__o_Desativado___Riacho_Doce___SBC.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Antonio_Vitor___Pavilh__o_Desativado___Riacho_Doce___SBC.jpg',650,489,'Antonio Vitor   Pavilh  o Desativado   Riacho Doce   SB'); return false;"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.resized_Antonio_Vitor___Pavilh__o_Desativado___Riacho_Doce___SBC.jpg" alt="Antonio Vitor   Pavilh  o Desativado   Riacho Doce   SB" title="Antonio Vitor   Pavilh  o Desativado   Riacho Doce   SB" /></a></p>
<p>Fonte: www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/cul&#8230;</p>
<p><strong>&#8220;Para mim, o caminho do Mistério passa pelo Real. Vem daí, quero crer, o imperativo do circunstancial em meu trabalho, empenhado sempre no delineamento de situações humanas, sejam elas triviais feito as do cotidiano, ou mais visivelmente solenes como Amor, Nascimento e Morte. Do contato com o circunstancial nasce-me, enfim, o impulso de trabalhar: o desejo de dar forma a visões, estados de alma, inquietudes geradas pela constatação de que o Real existe.&#8221;  Antonio Vitor </strong><br />
http://www.dangaleria.com.br/exposicao/expovitor/realidade.htm
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG (3)</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/16/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg-3/</link>
		<comments>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/16/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 00:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana</dc:creator>
		
		<category>Agenciamento</category>

		<category>Trans</category>

		<category>Projetos 2010</category>

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		<description><![CDATA[O HOMEM QUE CORRE&#8230; QUE CORRE&#8230; O HOMEM

Trinta quadrados fazem cantar as cores:
vinte para representar o céu
e dez para representar a terra.
Casa branca, teto vermelho,
casa vermelha, teto preto.
Cruz vermelha, cruz branca:
um crucifixo plantado na terra?
Uma espada ensanguentada?
Signos erigidos, fixados,
ferindo o azul do céu,
apoiados no horizonte.
O horizonte, como uma esteira rolante
de faixas que desfilam,
vermelho contra negro,
negro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O HOMEM QUE CORRE&#8230; QUE CORRE&#8230; O HOMEM</strong></p>
<p><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Mal__vitch._L_homme_qui_court_1.jpg" alt="Mal  vitch. L homme qui court 1 - Mal  vitch. L homme qui court 1" title="Mal  vitch. L homme qui court 1 - Mal  vitch. L homme qui court 1" /></p>
<p><strong>Trinta quadrados fazem cantar as cores:<br />
vinte para representar o céu<br />
e dez para representar a terra.</p>
<p>Casa branca, teto vermelho,<br />
casa vermelha, teto preto.<br />
Cruz vermelha, cruz branca:<br />
um crucifixo plantado na terra?<br />
Uma espada ensanguentada?<br />
Signos erigidos, fixados,<br />
ferindo o azul do céu,<br />
apoiados no horizonte.</p>
<p>O horizonte, como uma esteira rolante<br />
de faixas que desfilam,<br />
vermelho contra negro,<br />
negro contra verde,<br />
branco contra amarelo&#8230;</p>
<p>Cores pisoteadas,<br />
com grandes passos,<br />
um homem de torso verde,<br />
um homem sem rosto<br />
passa a fronteira do céu.</p>
<p>O infinito se estende diante dele.<br />
É “O homem que corre”<br />
de Casemir Malévitch.</strong></p>
<p>Richard Nicolas</p>
<p><a href="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch._capa.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Malevitch._capa.jpg',300,300,'Malevitch. capa - Malevitch. capa'); return false;"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch._capa.jpg" alt="Malevitch. capa - Malevitch. capa" title="Malevitch. capa - Malevitch. capa" /></a><a href="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch.contracapa.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Malevitch.contracapa.jpg',399,401,'Malevitch.contracapa - Malevitch.contracapa'); return false;"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch.contracapa.jpg" alt="Malevitch.contracapa - Malevitch.contracapa" title="Malevitch.contracapa - Malevitch.contracapa" /></a><a href="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch.quebra_cabe__a_1_2_3.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Malevitch.quebra_cabe__a_1_2_3.jpg',248,367,'Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3 - Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3'); return false;"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_Malevitch.quebra_cabe__a_1_2_3.jpg" alt="Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3 - Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3" title="Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3 - Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3" /></a></p>
<p>Obras de Malevitch na Internet:</p>
<p> <a href="http://www.artchive.com/artchive/M/malevich.html">http://www.artchive.com/artchive/M/malevich.html</a></p>
<p><a href="http://www.artcyclopedia.com/artists/malevich_kasimir.html">http://www.artcyclopedia.com/artists/malevich_kasimir.html</a></p>
<p><strong>Adriana Caccuri</strong>
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG (2)</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/13/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 21:16:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Agenciamento</category>

		<category>Trans</category>

		<category>Projetos 2010</category>

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		<description><![CDATA[A CRUZ E SEUS SENTIDOS

Em todos os Encontros da Companhia de Aprendizagem adotamos uma imagem simbólica, que mobiliza o entrecruzamento das dimensões do sentido - como orientação, significado e sensibilidade - do que estamos produzindo juntos. Desta vez, emergiu a imagem da Cruz, que nos fez batizar o morro em que nos reunimos no 1º [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A CRUZ E SEUS SENTIDOS</strong></p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/cruz_florida_passoapasso.weblog.com.pt.jpg" alt="cruz florida passoapasso.weblog.com.pt - cruz florida passoapasso.weblog.com.pt" title="cruz florida passoapasso.weblog.com.pt - cruz florida passoapasso.weblog.com.pt" /></div></p>
<p><strong>Em todos os Encontros da Companhia de Aprendizagem adotamos uma imagem simbólica, que mobiliza o entrecruzamento das dimensões do sentido - como orientação, significado e sensibilidade - do que estamos produzindo juntos. Desta vez, emergiu a imagem da Cruz, que nos fez batizar o morro em que nos reunimos no 1º dia de Morro da Cruz.</p>
<p>A presença da cruz é visível na natureza: no ser humano de braços abertos, no vôo dos pássaros&#8230; e nas construções humanas: no mastro do navio; no desenho das ruas, avenidas e praças das cidades; no recorte, ordenação e medida dos espaços sagrados, como os templos&#8230;</p>
<p>Longe de pertencer exclusivamente ao cristianismo, a cruz é um símbolo que aparece sob formas diversas (e com uma pluralidade de sentidos, como todos os símbolos), em quase toda parte do mundo (Egito, China, Creta&#8230;), desde épocas bem remotas.</p>
<p>A tradição cristã enriqueceu o simbolismo da cruz, condensando nessa imagem a história da paixão  e da salvação do Cristo. Ela simboliza o Crucificado, o Cristo, o Salvador, o Verbo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Havendo uma distinção entre a cruz do patíbulo e a Cruz Gloriosa, signo do Cristo Ressuscitado (1).</p>
<p>Juntamente com o centro, o círculo e o quadrado, a Cruz é um dos quatro símbolos fundamentais, estabelecendo uma estreita relação com os outros três: &#8220;pela intersecção de suas duas linhas retas, que coincide com o centro, ela abre o centro para o exterior; inscreve-se no círculo, que divide em quatro segmentos; engendra o quadrado e o triângulo, quando suas extremidades são ligadas por quatro linhas retas&#8221; (2).</p>
<p>A Cruz associa-se à simbólica do quaternário, representando-o em seu aspecto &#8220;dinâmico&#8221;, enquanto o quadrado representa-o em seu aspecto &#8220;estático&#8221; (3). A correspondência com o quaternário ilustra a repartição dos quatro elementos: ar, terra, fogo, água, e de suas qualidades tradicionais: quente, seco, úmido e frio (1).</p>
<p>Apontando para os quatro pontos cardeais, a Cruz é a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem, cuja orientação total exige um triplo acordo: do sujeito em relação a si mesmo; do espaço em relação aos pontos cardeais terrestres; do tempo em relação aos movimentos dos astros (2).</p>
<p>A cruz apresenta, ainda, o caráter de símbolo ascensional, sendo análoga à Árvore da Vida, à ponte e à escada.</p>
<p><em>Nela se juntam o céu e a terra&#8230; Nela se confundem o tempo e o espaço&#8230; Ela é o cordão umbilical, jamais cortado, do cosmo ligado ao centro original. De todos os símbolos, ela é o mais universal, o mais totalizante. Ela é o símbolo do intermediário, do mediador, daquele que é, por natureza, reunião permanente do universo e comunicação terra-céu, de cima para baixo e de baixo para cima</em> (2).</p>
<p>René Guénon estabelece uma interessante relação entre o simbolismo do Tecido e da Cruz:</p>
<p><em>Para melhor compreender o significado deste simbolismo, é preciso lembrar primeiramente que o urdume, formado por fios esticados sobre o tear, representa o elemento imutável e principial, enquanto que os fios da trama, passando em meio ao urdume pelo vaivém da navete, representam o elemento variável e contingente, ou seja, as aplicações do princípio a tais ou quais condições particulares. Por outro lado, se considerarmos um fio do urdume e outro da trama, perceberemos imediatamente que seu cruzamento forma uma cruz, da qual eles são respectivamente a linha vertical e a horizontal; e todo ponto do tecido, sendo assim o ponto de encontro de dois fios perpendiculares entre si, é por isso mesmo o centro de uma tal cruz. Ora, (&#8230;) a linha vertical representa aquilo que une entre si todos os estados de um ser ou todos os graus da Existência, religando seus pontos correspondentes, enquanto que a linha horizontal representa o desenvolvimento de um destes estados ou de um destes graus. (&#8230;) podemos dizer que o sentido horizontal figurará, por exemplo, o estado humano, e o sentido vertical o que é transcendente em relação a este estado</em>&#8230; (4)</p>
<p>Para Guénon, o símbolo da cruz é uma união dos contrários&#8230;</p>
<p>Marly Segreto</strong></p>
<p>(1) Cirlot, Juan-Eduardo. <em>Diccionario de símbolos</em>. Barcelona: Labor, 5ª ed., 1982, p. 154-156.<br />
(2) Chevalier, J. &#038; Gheerbrandt, A. <em>Dicionário de Símbolos</em>. 15º ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 309-317.<br />
(3) Guénon, René. <em>Os símbolos da ciência sagrada</em>. São Paulo: Pensamento, 9ª ed., 1993. p. 354, nota 4.<br />
(4) capítulo  XIV  de Guénon, R. <em>Le Symbolisme de la Croix </em>– &#8220;O simbolismo do tecido&#8221; (Les Éditions Vêga, Paris 1983)<br />
http://www.reneguenon.net/guenontextostecido.html</p>
<p>Foto: <em>cruz florida</em> - passoapasso.weblog.com.pt</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/11/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg/</link>
		<comments>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/11/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 17:39:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana</dc:creator>
		
		<category>Cenários</category>

		<category>Trans</category>

		<category>Projetos 2010</category>

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		<description><![CDATA[


AS MONTANHAS


Se as montanhas falassem
Elas se calariam 
A força que há nelas
é do silêncio&#8230; sendo
é da constância&#8230; sendo 
Sem este silêncio não me escuto, escutando
Me escuto pelo silêncio, silenciando 
Entre o silêncio e a fala: a constância 




Adriana Caccuri - poema e fotos
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<ul>
<ul>
<p><strong>AS MONTANHAS</strong><div class="centralizado"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/DSCN7665.JPG" alt="DSCN7665 - DSCN7665" title="DSCN7665 - DSCN7665" /></div></p>
</ul>
<ul>
<p><strong>Se as montanhas falassem<br />
Elas se calariam </p>
<p>A força que há nelas<br />
é do silêncio&#8230; sendo<br />
é da constância&#8230; sendo </p>
<p>Sem este silêncio não me escuto, escutando<br />
Me escuto pelo silêncio, silenciando </p>
<p>Entre o silêncio e a fala: a constância </strong></p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/DSCN7625.JPG" alt="DSCN7625 - DSCN7625" title="DSCN7625 - DSCN7625" /></div></p>
</ul>
</ul>
<ul>
<p><strong>Adriana Caccuri</strong> - poema e fotos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/11/ecos-do-3%c2%ba-encontro-da-companhia-de-aprendizagem-s-sebastiao-do-paraiso-mg/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Itinerância da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - 3º Encontro - São Sebastião do Paraíso - MG</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/09/itinerancia-da-companhia-de-aprendizagem-3%c2%ba-encontro-sao-sebastiao-do-paraiso-mg/</link>
		<comments>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/09/itinerancia-da-companhia-de-aprendizagem-3%c2%ba-encontro-sao-sebastiao-do-paraiso-mg/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 00:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Espaço-tempo</category>

		<category>Cenários</category>

		<category>Itinerância</category>

		<category>Projetos 2010</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/09/itinerancia-da-companhia-de-aprendizagem-3%c2%ba-encontro-sao-sebastiao-do-paraiso-mg/</guid>
		<description><![CDATA[                                   Pontos de Reunião da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM durante o 3º Encontro.




Fazenda São Judas
São Sebastião do Paraíso - MG
01 a 04 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>                                  <strong> Pontos de Reunião da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM durante o 3º Encontro.</strong>
<ul>
<ul>
<ul>
<ul>
<p><strong>Fazenda São Judas<br />
São Sebastião do Paraíso - MG<br />
01 a 04 de julho de 2010<br />
Nossa gratidão amorosa aos anfitriões</strong></ul>
</ul>
</ul>
</ul>
</ul>
</ul>
<p><strong>&#8220;Não precisas bater quando chegares.<br />
Toma a chave de ferro que encontrares<br />
sobre o pilar, ao lado da cancela,<br />
e abre com ela<br />
a porta baixa, antiga e silenciosa.<br />
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,<br />
o cântaro de barro e o pão de trigo&#8230;&#8221;</strong></p>
<p><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/A_Casa_1.jpg" alt="A Casa - Monica O. Simons" title="A Casa - Monica O. Simons" /><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Vista_da_mesa_do_caf__.jpg" alt="Vista da mesa do caf   - Vista da mesa do caf  " title="Vista da mesa do caf   - Vista da mesa do caf  " /><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Findo_florido_da_mesa_de_refei____o.jpg" alt="Findo florido da mesa de refei    o - Findo florido da mesa de refei    o" title="Findo florido da mesa de refei    o - Findo florido da mesa de refei    o" /></p>
<p><strong>(&#8230;) Deixa que a noite, vagarosa, desça.<br />
Cheiram à relva e sol, na arca e nos quartos,<br />
os linhos fartos,<br />
e cheira a lar o azeite da candeia&#8230;</strong></p>
<p> <img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Morro_da_Cruz_040.jpg" alt="Morro da Cruz 040 - Morro da Cruz 040" title="Morro da Cruz 040 - Morro da Cruz 040" />  <img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Lareira.jpg" alt="Lareira - Monica O. Simons" title="Lareira - Monica O. Simons" /></p>
<p><strong>(&#8230;) Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia<br />
nasce a manhã de mel contra a janela.<br />
Fecha a cancela<br />
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.</strong></p>
<p><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Lateral_da_casa.jpg" alt="Arvore que renasce - Monica O.Simons" title="Arvore que renasce - Monica O.Simons" /> <img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Carambolas.jpg" alt="Carambolas - Monica O. Simons - Carambolas" title="Carambolas - Monica O. Simons - Carambolas" />  <img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Pessegos.jpg" alt="Pessegos - Monica O. Simons" title="Pessegos - Monica O. Simons" /></p>
<p><strong>Não olhes para trás quando tomares<br />
o caminho sonâmbulo que desce.<br />
Caminha - e esquece.&#8221;</strong></p>
<p><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/No_topo_do_morro_1.jpg" alt="No topo do morro  da Cruz - Monica.O.Simons" title="No topo do morro  da Cruz - Monica.O.Simons" /><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/al__m_do_horizonte.jpg" alt="alé m do horizonte - Monica O. Simons" title="alé m do horizonte - Monica O. Simons" /> <img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Vista_geral.jpg" alt="Vista geral - Fazenda São Judas - Vista geral" title="Vista geral - Fazenda São Judas - Vista geral" /></p>
<p><strong><br />
<strong>Versos plasmados  do poema <em>A hóspede</em>, de Guilherme de Almeida   </strong> - plenos de realidade pulsante e magia.</strong></p>
<p>Fotos: Monica O. Simons e Adriana Caccuri</p>
<p><strong>TCris </strong>
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COMPANHIA DE APRENDIZAGEM  - 3º Encontro - São Sebastião do Paraíso - MG</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/07/07/companhia-de-aprendizagem-3%c2%ba-encontro-sao-sebastiao-do-paraiso-mg/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Espaço-tempo</category>

		<category>Cenários</category>

		<category>Projetos 2010</category>

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		<description><![CDATA[

Morro da Cruz - Fazenda São Judas
São Sebastião do Paraíso - MG
3º Encontro da Companhia de Aprendizagem
01 a 04 de julho


CANTO DO POVO DE UM LUGAR
Composição: Caetano Veloso 
Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia.
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde.
Quando a noite a lua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/Morro_da_Cruz_002_1.jpg" alt="Morro da Cruz 002 1 - Morro da Cruz 002 1" title="Morro da Cruz 002 1 - Morro da Cruz 002 1" /></div></p>
<ul>
<strong>Morro da Cruz - Fazenda São Judas<br />
São Sebastião do Paraíso - MG<br />
3º Encontro da Companhia de Aprendizagem<br />
01 a 04 de julho</strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong>CANTO DO POVO DE UM LUGAR</strong><br />
Composição: Caetano Veloso </p>
<p><strong>Todo dia o sol levanta<br />
E a gente canta<br />
Ao sol de todo dia.</p>
<p>Fim da tarde a terra cora<br />
E a gente chora<br />
Porque finda a tarde.</p>
<p>Quando a noite a lua amansa<br />
E a gente dança<br />
Venerando a noite.<br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>OFICINA PONTO DE APOIO - O Caminho dos Relacionamentos</title>
		<link>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/06/24/oficina-ponto-de-apoio-o-caminho-dos-relacionamentos/</link>
		<comments>http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/2010/06/24/oficina-ponto-de-apoio-o-caminho-dos-relacionamentos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 13:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marly</dc:creator>
		
		<category>Projetos 2010</category>

		<category>Oficina Ponto de Apoio</category>

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		<description><![CDATA[
No 4o. encontro da Oficina Ponto de Apoio, realizado no mês de junho para as turmas A e B, nossa convidada Luzia Proença, psicóloga, participante da Comunidade de Estudos de Itapeva e de projetos anteriores, escolheu como tema de sua palestra O Caminho dos Relacionamentos. 
Com a turma A, além da palestra, fizemos uma reflexão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
No 4o. encontro da Oficina Ponto de Apoio, realizado no mês de junho para as turmas A e B, nossa convidada Luzia Proença, psicóloga, participante da Comunidade de Estudos de Itapeva e de projetos anteriores, escolheu como tema de sua palestra <em>O Caminho dos Relacionamentos</em>. </p>
<p>Com a turma A, além da palestra, fizemos uma reflexão sobre a música <em>A Lista</em>, de Osvaldo Montenegro  -  http://www.youtube.com/watch?v=aV99ypbCidw -  o que nos rendeu ricas percepções; estamos preparando um vídeo com o depoimento dos participantes.</p>
<p>Na turma B  tivemos a oportunidade de fazer uma reflexão a partir  do texto <em>Consideração - você sabe o que é isso?</em> que suscitou importantes descobertas sobre a diversidade de relacionamentos que perpassam nossa vida e o quanto somos frutos dessas interações.  Dos diferentes trechos do texto escolhidos por muitas pessoas como significativos, emergiu a problemática do contexto profissional, não só em relação ao funcionamento da equipe dos funcionários, mas também em relação a como as crianças e adolescentes são percebidas e entendidas por eles. </p>
<p>Deste diálogo emergiram  algumas dicas vistas por alguns como orientadoras de uma possível ação:</p>
<p>- &#8220;Então, a consideração é demonstrada nas atitudes. A atitude de entender, de contextualizar, de ouvir, de falar, de avaliar, de investigar e de perceber que as pessoas estão juntas nas  ações; isto é consideração.&#8221;</p>
<p>- &#8220;Nunca se esqueça que você também tem de fazer a sua  parte.  Muito fácil esperar dos outros, mas na verdade o que  importa é você ter consideração pelos outros, assim o caminho da reciprocidade se abre a sua frente. &#8221;</p>
<p>- &#8220;Mas o melhor a saber é que algumas decisões são tão  importantes no processo de crescimento que podem significar sofrer ou crescer.&#8221;</p>
<p>Percebo que , gradualmente,  nossa dinâmica interativa vai se caracterizando como formativa: </p>
<p> _ os participantes começam a perceber que o que é dito pelo Outro (s) tem um potencial de informação, de sentido e conexão com a realidade e as situações vivenciados por  cada um e que portanto, pode re-orientar suas ações;</p>
<p>_ <em>o espírito de equipe </em>que antes apareceu como uma carência existente no grupo, agora começa a ser reinvindicado como condição necessária para transformar e mellhorar a ação de cada um;</p>
<p>_ o espaço de revelação de conflitos pessoais no ambiente de trabalho tem sido mantido e respeitado por todos na escuta; isso parece estabelecer parâmetros de compreensão mútua; foi interessante  a descoberta semântica da palavra <em>reciprocidade</em> surgida no  grupo B como alguma coisa nova para muitos e  que expressava a  compreensão de um sentimento emergente do contexto.</p>
<p><em><br />
<strong>&#8220;A informação é simplesmente o que dá forma ao sentido  que emerge de nossas interações com o meio ambiente, com nós mesmos e com os outros; a informação não é uma entidade exterior a nós mesmos, ela não existe por si mesma. O conhecimento estrutura-se e reestrutura-se a cada interação, interna e externa.  Aprender não consiste em acrescentar novos conhecimentos, mas em reorganizar o que já foi compreendido.</strong></em></p>
<p><div class="alinhar_dir_caixa"><a href="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_milton_dacosta.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/milton_dacosta.jpg',510,651,'milton da costa'); return false;"><img src="http://blog.companhiadeaprendizagem.com.br/up/c/co/blog.companhiadeaprendizagem.com.br/img/.thumb_milton_dacosta.jpg" alt="milton da costa" title="milton da costa" /></a></div></p>
<p><em><strong><br />
(&#8230;) A verdadeira crise que o mundo atravessa hoje é uma crise de percepção, e é essa mesma crise que a nossa linguagem cotidiana traduz e consolida quando nos impede de entrar em relação profunda com o vivente. Por isso, só temos a ganhar nos questionando sobre a realidade e as exigências do vivente.&#8221;</strong></em></p>
<p>(A linguagem do Vivente – uma voz, uma via adormecida? - Hélène Trocme-Fabre. São Paulo:TRIOM, 2009. p.35-36 )</p>
<p>TCris
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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