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Data: 2011.08.20 | Categoria: Notícias, Trans | Comentário: 1

H Koppdelaney Parsifal Workshop com PATRICK PAUL

“A Cavalaria iniciática não pertence ao passado. Seu espírito, sua ética e sua capacidade de ação no mundo pertencem também ao presente.
A palavra Cavalaria remete ao latim caballus, cavalo, e, mais precisamente, caballa, égua. A dimensão feminina da iniciação da cavalaria (ou cavaleiresca) parece, então, fundamental a ela por sua própria denominação (a relação com a Dama, as Cortes de Amor, a erótica dos trovadores…). Paralelamente, a palavra habitual designando cavalo era, em latim, equus. Com isso, outro sentido também é significado na palavra. Uma ligação fonética pode de fato se fazer com o hebráico qabbalah (Kabalá ou Cabalá), designando um ensinamento iniciático tradicional e oral, contraposto a um ensinamento escrito. Então, a iniciação da cavalaria (ou cavaleiresca) se inscreveria num caminho vital, experiencial e oral que conduziria a estabelecer a ponte entre natureza física e natureza espiritual por meio do encontro com o Feminino. É neste sentido que se deve entender a busca celestial do Graal proposta por Merlin, a virtude da cavalaria (ou cavaleiresca) participando do mundo material, mas abrindo para uma ligação possível com o mundo celeste. A Cavalaria é, portanto, em sua essência, kabalaria, enquanto ordem detentora do conhecimento celeste. Mas na medida em que o espírito da busca consiste em encontrar um equilíbrio harmonioso entre espiritual e terrestre, cada cavaleiro se realiza mediante um movimento duplo: interior, encontrando a si mesmo (autoconhecimento), e exterior, cumprindo sua missão celeste (quando ela for conhecida) no mundo físico” (P. Paul – trad. Américo Sommerman).

PATRICK PAUL abordará esses diversos pontos a partir de uma leitura aberta do livro Percival de Chrétien de Troyes, escrito no fim do século XI, quando do apogeu dessa iniciação.

Datas e horários: 27/08 (das 9:30 às 18:00) e 28/08 (das 9:30 às 17:00)
Local: Rua Aureliano Coutinho, 215 – Higienópolis – S. Paulo – SP
Informações e inscrições: dalva_alves@hotmail.com

Imagem: Parcifal – foto de H. Koppdelaney

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Data: 2011.05.29 | Categoria: Sons & Imagens, Trans | Comentário: 0

Assim como do fundo da música
brota uma nota
que enquanto vibra cresce e se adelgaça
até que noutra música emudece,
brota do fundo do silêncio
outro silêncio, aguda torre, espada,
e sobe e cresce e nos suspende
e enquanto sobe caem
recordações, esperanças,
as pequenas mentiras e as grandes,
e queremos gritar e na garganta
o grito se desvanece:
desembocamos no silêncio
onde os silêncios emudecem.

Octavio Paz, in “Liberdade sob Palavra”

Data: 2011.05.29 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender, Trans | Comentário: 0

Estamos iniciando um novo projeto de diálogo no Blog da Companhia, com convite aberto para participação de todos os interessados na reinvenção do Ofício de Aprender, o que representa não apenas um interesse amplo pela educação, tema de interesse e debate nacional, mas é inerente à lógica do vivente.

Estas idéias e perspectivas aportadas nas mais recentes pesquisas das ciências cognitivas são apresentadas pela francesa Hélène Trocmé-Fabre em várias publicações (editadas no Brasil pela editora TRIOM), das quais escolhemos para dialogar sua mais recente obra Reinventar o ofício de Aprender, lançada no Brasil em outubro de 2010, quando a autora participou de uma noite de autógrafos patrocinada pelo CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar e editora TRIOM.

Nesta ocasião ela também protagonizou uma Aula Magna na Fundação Getúlio Vargas sobre o tema Carta Aberta à Universidade de Hoje: Urgência de Inovar

Hélène em noite de autógrafos na TRIOMSobre a autora – Hélène Trocmé-Fabre é doutora em Linguística e livre docente em Letras e Ciências Humanas. Autora de diversos livros, dos quais já foram publicados no Brasil pela TRIOM Editora: A Árvore do Saber-Aprender, Nascemos para Aprender (acompanha DVD com 7 videogramas) e A Linguagem do Vivente.

Reinventar o Of  cio
Sobre o livro Reinventar o Ofício de Aprender
O único ofício sustentável atualmente. Esta obra visa alcançar todos os atores do mundo educativo, professores, formadores em empresas, responsáveis institucionais, educadores, instrutores de formação, pais, estudantes, desejosos de agir coerentemente com nossa história cognitiva e nossa participação numa humanidade aprendente. São numerosos exemplos de aplicação de pesquisa, como sondagens, tabelas, matrizes, inventários, questionários, visando uma abrangente exploração pessoal e em grupo do Ofício de Aprender.

As recentes pesquisas em neurobiologia e ciências cognitivas confirmam que somos capazes de aprender durante a vida inteira. Nossos fabulosos recursos cognitivos (nossa memória, nossas percepções sensoriais, nossas línguas, nossa capacidade de abstração, de decisão…) constituem um verdadeiro patrimônio da humanidade. Esta obra propõe fascinantes imagens fractais, de autoria de Thierry Huort, para ilustrar o extraordinário poder organizacional e a força criativa dos acontecimentos mentais de nossa vida cognitiva. O meio educativo tem o dever de proteger este patrimônio, de reconhecê-lo, de melhor conhecê-lo, e de fazê-lo conhecido.

Aquele que aprende vai ao encontro do desconhecido e deve, constantemente, se reorganizar em relação aos seus saberes anteriores, ao seu meio ambiente, aos outros e a si mesmo. Para reinventar o ofício de aprender, isto é, lhe conferir um novo valor, é preciso agir como numa construção: aplainar o terreno, demarcar as fundações, escolher os materiais adequados, adaptar o edifício ao seu entorno, e expô-lo ao horizonte.”

Fonte: CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar – Unidade de Ação COMUNIDADE, coordenadora Vera L.R.Laporta.

Data: 2011.05.11 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Diálogos, Notícias, Trans | Comentário: 0

DSC08087   Olere… “E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.
… Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa…
… A gente teve que se acostumar com aquilo… a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade”.

Guimarães Rosa – A terceira margem do rio

Dando continuidade à série Diálogos Transdisciplinares, o Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS convida a todos para a apresentação de OLERÊ, QUERO VER: CONTRADIÇÃO – CONCEITOS E
REPRESENTAÇÕES, que será realizada no dia 18/05/2011 às 20 hs, em sua sede: R. Paracatu, 309 – salão de eventos – Saúde – São Paulo – SP.

Adriana Caccuri, Maria F. de Mello e Vitória M. de Barros compartilharão o trabalho apresentado no II Ateliers sur la Contradiction, realizado em março deste ano, na École Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne – França.

“… lançar insights e tornar conceitos básicos sobre contradição mais acessíveis a uma comunidade mais ampla, que atua fora do campo da filosofia ou da lógica. Mais especificamente, depois de revisitar exemplos representativos do desenvolvimento histórico da dialética e da trialética, construímos marcos que consideramos relevantes, explorando dois aspectos. O primeiro aspecto é ilustrar alguns conceitos em expressões poéticas, em representações virtuais e físicas. O segundo aspecto é delinear as características básicas destes marcos conceituais e as relações entre eles. A intenção em revisitar alguns destes campos de conhecimento e de sabedoria, suas dinâmicas e processos emergiram da necessidade de melhor compreender, integrar e comunicar o ciclo percepção-ação na esfera do sendo e fazendo”

Adriana Caccuri é uma das criadoras da Companhia de Aprendizagem. Estaremos lá!

Os interessados deverão confirmar presença até 17/05 através do e-mail cetrans@cetrans.com.br

Imagem obtida em http://cetrans.ning.com/

Data: 2011.04.27 | Categoria: Notícias, Sons & Imagens, Trans | Comentário: 2

6 bilh  es de outros banner masp 6 BILHÕES DE OUTROS

Vídeo-exposição de YANN ARTHUS-BERTRAND e da FUNDAÇÃO GOODPLANET, dirigido por Sibylle d’Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire

de 20 de abril a 10 de julho de 2011

Galeria Clemente de Faria – subsolos do MASP

Este magnífico projeto mobilizou dezenas de reporteres que, durante 5 anos, percorreram 78 países colhendo 5600 depoimentos de homens e mulheres sobre temas como amor, família, felicidade, casa, pais, desafios, perdão, sonhos, clima, progresso, etc.

A riqueza e o respeito à diversidade dão o tom da exposição, com depoimentos de pessoas de diferentes etnias, meios sociais, faixas etárias, profissões e opções religiosas.

“O jornalista não aparece em imagem ou som. O entrevistado olha diretamente para a câmara, dirigindo-se ao espectador. Imagens coloridas de alta qualidade técnica mostram um tecido da diversidade cultural do planeta através de rostos, idiomas, marcas faciais e adereços. Essa abordagem direta cria o laço de intimidade e identificação, mostrando porque o maior espetáculo para o ser humano é o próprio ser humano. Narrativas de todos os cantos da Terra se sobrepõem e se ombreiam, capturam e encantam a atenção do espectador, mostrando em que somos idênticos e diferentes”.

O projeto 6 Bilhões de Outros está aberto à participação de todos. Os interessados poderão responder às mesmas 40 questões feitas aos entrevistados através do site www.6bilhõesdeoutros.org . Há também na exposição um espaço cyber para uso dos visitantes.

A Fundação GoodPlanet foi criada, em 2005, pelo fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand com a missão de sensibilizar e educar o público para a proteção ao meio ambiente. Seu objetivo é propor soluções realistas e otimistas e encorajar cada indivíduo a agir pelo planeta. Para tanto desenvolve programas voltados a estudantes, empresas, associações e população em geral. Mais informações: www.goodplanet.org

Realmente, “o maior espetáculo para o ser humano é o próprio ser humano”. Não percam.

Imagem: banner do MASP

Data: 2011.03.30 | Categoria: Notícias, Trans | Comentário: 1

william blake jacob s ladder 79816 1 2O que é o sonho? Para que, ou à quem, ele pode servir? O que nos dizem os sonhos?

Numa abordagem transdisciplinar e transcultural, Patrick Paul parte do postulado de que o ser humano é composto, basicamente, de três níveis: corpo, alma e espírito, sendo a alma composta de uma dimensão inferior e perecível (a psique) e de uma dimensão superior e imortal (a alma imortal ou centelha divina).

Ele estabelece, então, a existência de dois tipos básicos de sonhos: um ligado à dimensão psicocorporal do ser humano; e o outro à sua dimensão celeste e imortal. O primeiro viria de baixo, estando relacionado aos desejos existenciais, à sombra e ao subconsciente, conforme a abordagem da psicologia clássica. O segundo viria do alto, sendo associado ao desejo essencial do ser, ao supraconsciente. O primeiro teria uma simples função terapêutica de descarga e limpeza, enquanto o segundo, através de seus símbolos, seria portador de uma dimensão reveladora, direcionadora e transformadora.

Nos encontros que serão realizados nos dias 09 e 10 de abril, os participantes serão convidados a relatar alguns sonhos e, a partir deles, a mergulhar conjuntamente em sua linguagem simbólica, procurando perceber o seu sentido e trilhando um caminho de exploração dos mundos interiores.

Patrick Paul é francês, doutor em Medicina, doutor em Ciências da Educação, DEA (master) de Ciências em Microbiologia, graduado em Antropologia Médica, Homeopata, Acupunturista e Pesquisador Transdisciplinar.

Informações e inscrições:

Dalva Alves – dalva_alves@hotmail.com

Vagas Limitadas

Imagem: Escada de Jacó – William Blake

Data: 2011.02.09 | Categoria: Notícias, Trans | Comentário: 0

www.reneguenon.net 1O Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS realizará seu III Encontro de Membros nos dias 10 a 13 de fevereiro de 2011, no Sítio Pouso Alegre – Porto Feliz – SP, com o tema Linguagens transdisciplinares e a emergência do sujeito, tendo como frase inspiradora:

“Tu me esculpes”, diz a pedra.
“Tu me guardas”, diz o vento.

Hélène Trocmé-Fabre

Para a reflexão conjunta serão abordadas as linguagens: psicanalítica, epistêmica, poética, terapêutica, simbólica, corporal, ritualística e do sagrado.

Como preparação para o Encontro foram propostos três textos:

1. O conto “A moça sem mãos”, que pode ser encontrado com o título “A donzela sem mãos” no livro de Clarissa Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos, Rio de Janeiro: Rocco, 1995, p. 481-486.

2. O texto “O Mi e o Ma ou o interior e o exterior das coisas”, do livro de Annick Souzenelle – O Simbolismo do Corpo Humano, São Paulo: Pensamento, 1994, p. 14-18.

3. O texto “De uma conversa sobre a Linguagem entre um japonês e um pensador”, do livro de Martin Heidegger – A Caminho da Linguagem, Vozes: Petrópolis, 2008 – p. 71-120 – do qual alguns trechos já foram introduzidos por TCris neste blog.

Com este encontro o CETRANS dá mais um passo em direção a uma maior compreensão e vivência da abordagem transdisciplinar.

Imagem obtida em www.reneguenon.net

Data: 2011.01.18 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Trans | Comentário: 6

Certa vez, em uma de nossas fecundas conversas, citando T. S. Elliot, Norrin disse: “o mundo não acabará em um estrondo, mas num suspiro”.

E foi na quietude do sono que para ele este mundo acabou, num suspiro, em 18 de dezembro. Para quem teve o privilégio de acompanhá-lo nos últimos tempos, restou o estrondo da perda, amenizado por saber que as dores e limitações físicas, que ele tentava enfrentar bravamente, findaram.

Mesmo estando no “olho do furacão”, como dizia, ele não perdia o humor: “é o que me segura nos piores momentos, a capacidade de rir e, melhor ainda, de sorrir”. Smile era uma de suas canções preferidas e Chaplin um grande inspirador.

Apaixonado por literatura e poesia, leu desde os clássicos, que almejava reler, até os autores mais modernos, e muitas obras sabia de cor. Mas, às vezes, se ressentia dizendo: ”é uma pena, mas hoje minha memória transformou-se em uma vaga lembrança”. O que não o impedia de expressar seus pensamentos e sentimentos em ressonância e entrelaçamento com frases poéticas por outros escritas: “aquelas que nos tocam tanto que temos vontade de dizer em voz alta”.

E refletia com Guimarães Rosa (Grande Sertão Veredas): “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim, esquenta e esfria, aperta e despois afrouxa e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre e amar, no meio da alegria. E ainda mais alegre no meio da tristeza. Todo caminho da gente é resvaloso, mas cair não prejudica demais, a gente levanta, a gente sobe, a gente volta”.

Ou se fortalecia com Beckett: “… preciso continuar, não posso continuar, é preciso continuar, vou continuar então…”.

Vislumbrando que “nossa sina, nossa sorte, destino e norte é uma pousada pequena e um grande horizonte…”.

E à nostalgia, respondia: “… em busca do tempo perdido… nós não somos como antigamente… páginas devem ser viradas… as descobertas… as vivências devem ser mutantes… transmutantes ou qualquer coisa assim… não se pode dar o primeiro beijo para sempre…”.

Uma alma gentil… Dentre as suas inúmeras qualidades esta é a que me parece melhor expressar o que sentia emanar dele, em todos os momentos.

AACC

Como homenagem ao tão querido Norrin Road, nada melhor que as palavras de Jack London, um de seus preferidos, em O andarilho das estrelas:

“A matéria é a única ilusão. A vida é que é a realidade e o mistério. A vida persiste. A vida é o fio de fogo que persiste através de todas as manifestações da matéria. Eu sei. Eu sou a vida. Eu vivi dez mil gerações. Eu, o habitante desses muitos corpos, permaneço. Eu sou a vida. Eu sou a chama inextinguível, sempre a brilhar e a assombrar a face do tempo, sempre a trabalhar minha vontade e a descarregar minha paixão sobre os agregados terrenos da matéria, chamados corpos, que transitoriamente habitei. O espírito é a realidade que permanece. Eu sou o espírito, e eu permaneço”.

“Norrin Raad é o nome de um personagem de HQ, O Surfista Prateado, criação de Stan Lee, o primeiro herói a sofrer crises existenciais, entrar em depressão e questionamentos quanto à sua relação com os habitantes do planetinha Terra. Troquei uma letra e passei a usar o nickname Norrin Road. Assinei algumas crônicas, desenhos e até recebi correspondência (correio tradicional)… acabei por trazer o nick para o outro lado da telinha” – Carlos Gregório Bumajny (1954-2010) – artista plástico e escritor.

Imagem: Norrin Road

Marly Segreto