Arquivos de categorias: Sons & Imagens

Data: 2011.03.05 | Categoria: Agenciamento, Companheiros de Aprendizagem, Diálogo com o Coração, Sons & Imagens | Comentário: 0

Cl  o Busatto   Fevereiro 2011 II 1

Data: 2011.01.26 | Categoria: Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 1

“As propriedades intrínsecas da Água são propriedades da Arte;
coisas como fluidez, solvência, transparência, escala, volume, reflexão,
transformação e estados, são palavras em comum.
Nesta exposição reunimos grandes artistas de várias partes do mundo
que observam a água em suas manifestações reais ou metafóricas
causando uma experiência de múltiplas visões de como vivenciar
a presença ou a ausência da fonte primordial da vida no nosso imaginário.”

Marcello Dantas, Curador.

Mostra Desaguar (subsolo). Exposição AGUA NA OCA. Parque do Ibirapuera – São Paulo . 26.11.10 a 08.05.2011.

Organizada pelo Instituto Sangari do Brasil, em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, a exposição traz instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais, aliando ciência, arte e tecnologia. O Instituto Sangari tem como missão democratizar o acesso ao conhecimento e promover a cultura científica como instrumento de inclusão social e de cidadania. Com este foco o Instituto realiza projetos que articulam Ciência, Cultura e Educação e utiliza diversos recursos para criar experiências lúdicas e educativas, primando pela interatividade e pelo olhar artístico. Para concretizar estas iniciativas, firma parcerias com órgãos públicos, organizações do terceiro Setor e empresas privadas.”

Com 8 mil m2, Água na Oca é uma exposição altamente interativa. Algumas atrações demandam tempo e têm limitações de número de visitantes por sessão. A mostra é dividida por temas, de acordo com cada andar do pavilhão; a visita exige um mínimo de 04 horas para ser bem aproveitada.

No subsolo (minha sessão preferida), O DESAGUAR é uma mostra nacional e internacional de Artes que tem a água como inspiração. Com matérias primas diversificadas e transformadas em obras de arte, esta amostra vai de instalações à fotografia, passando por uma exibição de 04 curtas em filmes que registram interpretações visuais, existenciais, científicas e literárias que o tema sugere. Não deixe de ler a pequena sinopse de cada obra (estão escritas nos pilares, próximos às obras) e você descobrirá que os artistas são também pesquisadores em tecnologia e ciência e conseguem resultados incríveis com suas criações. A mixagem de tudo isso é que você sai de lá altamente mobilizado com a fragilidade do ser humano diante desta força da Natureza e muito mais sensibilizado para esta realidade.

Buracos. AGUA NA OCA

SONIA GUGGISBERG, artista plástica suíço-brasileira observa sua vídeo-instalação no Parque do Ibirapuera. Exposição AGUA NA OCA. Mostra Desaguar

A mostra Desaguar é dedicada a obras de arte que envolvem o elemento água, seja como inspiração ou como material de produção. Entre elas, o vídeo-instalação Buracos (2010), da artista plástica Sonia Guggisberg, que apresenta no piso de madeiras vários buracos circulares onde são projetadas imagens de uma piscina em que pessoas se movimentam de forma ininterrupta, buscando sair da água , mas sem encontrar a passagem que lhes permitiria respirar. A idéia é mostrar como as pessoas se movimentam continuamente no subterrâneo (oculto pela madeira) buscando encontrar passagens (ar para respirar) nos diferentes buracos que lhes possibilitem vir à tona. Uma idéia simples e plasticamente impactante, remete a uma profunda reflexão sobre a trajetória humana nos dias atuais.

Não deixe de visitar!

TCris

Data: 2010.07.20 | Categoria: Agenciamento, Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 2

Antonio Vitor   Pavilh  o Desativado   Riacho Doce   SB

Fonte: www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/cul…

“Para mim, o caminho do Mistério passa pelo Real. Vem daí, quero crer, o imperativo do circunstancial em meu trabalho, empenhado sempre no delineamento de situações humanas, sejam elas triviais feito as do cotidiano, ou mais visivelmente solenes como Amor, Nascimento e Morte. Do contato com o circunstancial nasce-me, enfim, o impulso de trabalhar: o desejo de dar forma a visões, estados de alma, inquietudes geradas pela constatação de que o Real existe.” Antonio Vitor

http://www.dangaleria.com.br/exposicao/expovitor/realidade.htm

Data: 2009.12.10 | Categoria: Notícias, Sons & Imagens | Comentário: 5

Davi Gerstein   Euphoria - www.franceskeevilart.com.au/
EUPHORIA – David Gerstein (1944, Jerusalém) pintor e escultor contemporâneo

      “O que faz andar a estrada?

      É o sonho.

      Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva.

      É para isso que servem os caminhos,

      para nos fazerem parentes do futuro”.

                Mia Couto. Terra sonâmbula

        A COMPANHIA DE APRENDIZAGEM deseja a todos,

                          Caminhos abertos para o futuro em 2010

      Data: 2009.09.11 | Categoria: Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 2

      Este é um famoso quadro chinês, tesouro cultural do país e patrimônio do Museu de Xangai, que leva multidões a apreciá-lo demoradamente.

      Ele foi pintado entre 1085 e 1145, mede cerca de 24.5 por 5,28 m.

      Apreciem-no, basta clicar no link abaixo, e deslocando o cursor pode-se aumentar e diminuir a velocidade de rolagem da pintura. Quando aparecerem quadrados brancos, cliquem em cima, uma nova tela aparecerá e uma história será contada. É muito bem feito!!!

      http://www.npm.gov.tw/exh96/orientation/flash_4/index.html

      Data: 2009.08.10 | Categoria: Diálogo com o Milênio, Sons & Imagens | Comentário: 2

      Depois de descrever as nuances do processo criativo e da função capital do imaginário nele, Calvino realça:

      (…)”…mas sempre revestida por um invólucro imaginoso, afetivo, de vozes monologantes e dialogantes.” p.105

      Concluindo:

      (…)“Em suma, meu processo procura unificar a geração espontânea das imagens e a intencionalidade do pensamento discursivo. Mesmo quando o impulso inicial vem da imaginação visiva que põe em funcionamento sua lógica própria, mais cedo ou mais tarde ela vai cair nas malhas de uma outra lógica imposta pelo raciocínio e a expressão verbal. Seja como for, as soluções visuais continuam a ser determinantes, e vez por outra chegam inesperadamente a decidir situações que nem as conjeturas do pensamento nem os recursos da linguagem conseguiriam resolver.” p. 106

      E volta a instigar o leitor:

      (…) Mas há uma outra definição na qual me reconheço plenamente: a da imaginação como repertório do potencial, do hipotético, de tudo quanto não é, nem foi e talvez não seja, mas que poderia ter sido.” p. 106

      “Digamos que diversos elementos concorrem para formar a parte visual da imaginação literária: a observação direta do mundo real, a transfiguração fantasmática e onírica, o mundo figurativo transmitido pela cultura em seus vários níveis, e um processo de abstração, condensação e interiorização da experiência sensível, de importância decisiva tanto na visualização quanto na verbalização do pensamento.” p. 110

      Finalizando numa declaração apaixonante pelo ato da escrita (mais uma vez, trazendo a complementaridade dos opostos):

      www.sxc.hu// - 86518 inside the news

      (…)“ Seja como for , todas as “realidades” e as “fantasias” só podem tomar forma através da escrita, na qual exterioridade e interioridade , mundo e ego, experiência e fantasia aparecem compostos pela mesma matéria verbal; as visões polimorfas obtidas através dos olhos e da alma encontram-se contidas nas linhas uniformes de caracteres minúsculos ou maiúsculos, de pontos, vírgulas, , de parêntesis; páginas inteiras de sinais alinhados, encostados uns aos outros como grãos de areia, representando o espetáculo variegado do mundo numa superfície sempre igual e sempre diversa, como as dunas impelidas pelo vento do deserto. “ p. 114<

      Ítalo Calvino, “Visibilidade”, in Seis propostas para o próximo milênio.
      Trad. de Ivo Barroso, São Paulo: Companhia das Letras, 1990

      Data: 2009.07.22 | Categoria: Diálogo com o Milênio, Sons & Imagens | Comentário: 3

      Depois de introduzir o tema da visibilidade de forma brilhante, recorrendo a exemplos clássicos na literatura , onde ele foi fundamental (como na obra de Dante por exemplo), Calvino alerta sobre a ” imaginação como repertório do potencial, do hipotético, de tudo quanto não é, nem foi e talvez não seja, mas que poderia ter sido.” p. 106

      Aprofunda então a questão já levantada no ensaio anterior (Exatidão) nos alertando para os rumos que estamos tomando:

      “Resta-me esclarecer a parte que nesse golfo fantástico cabe ao imaginário indireto, ou seja, o conjunto de imagens que a cultura nos fornece , seja ela cultura de massa ou outra forma qualquer de tradição. Esta questão suscita de imediato uma outra: que futuro está reservado à imaginação individual nessa que se convencionou chamar a “civilização da imagem”? O poder de evocar imagens in absentia continuará a desenvolver-se numa humanidade cada vez mais inundada pelo dilúvio das imagens pré-fabricadas?

      Antigamente a memória visiva de um indivíduo estava limitada ao patrimônio de suas experiências diretas e a um reduzido repertório de imagens refletidas pela cultura; a possibilidade de dar formas a mitos pessoais nascia do modo pelo qual os fragmentos dessa memória se combinavam entre si em abordagens inesperadas e sugestivas.

      1116830 reflections

      Hoje somos bombardeados por uma tal quantidade de imagens a ponto de não podermos distinguir mais a experiência direta daquilo que vimos há poucos segundos na televisão. Em nossa memória se depositam, por estratos sucessivos, mil estilhaços de imagens, semelhantes a um depósito de lixo, onde é cada vez menos provável que uma delas adquira relevo.” p.107

      Ítalo Calvino, “Visibilidade”, in Seis propostas para o próximo milênio.
      Trad. de Ivo Barroso, São Paulo: Companhia das Letras, 1990

      Data: 2009.07.14 | Categoria: Cenários, Companheiros de Aprendizagem, Sons & Imagens | Comentário: 0

      Da Amazonia, Du Bois, nosso companheiro de aprendizagem tem mandado Cartas amazônicas.

      Du Bois - gigante da amazonia

      De madeira lilás ( ninguém me crê )
      se fez meu coração. Espécie escassa
      de cedro, pela cor e porque abriga
      em seu âmago a morte que o ameaça.
      Madeira dói?, pergunta quem me vê
      os braços verdes, os olhos cheios de asas.
      Por mim responde a luz do amanhecer
      que recobre de escamas esmaltadas
      as águas densas que me deram raça
      e cantam nas raízes do meu ser.
      No crepúsculo estou da ribanceira
      entre as estrelas e o chão que me abençoa
      as nervuras.
      Já não faz mal que doa
      meu bravo coração de água e madeira.

      Thiago de Mello – O animal da floresta
      Barreirinha, fim de 2000