Blog da Companhia de Aprendizagem

Arquivo da categoria ‘Projetos 2010’

Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG (3)

O HOMEM QUE CORRE… QUE CORRE… O HOMEM

Mal  vitch. L homme qui court 1 - Mal  vitch. L homme qui court 1

Trinta quadrados fazem cantar as cores:
vinte para representar o céu
e dez para representar a terra.

Casa branca, teto vermelho,
casa vermelha, teto preto.
Cruz vermelha, cruz branca:
um crucifixo plantado na terra?
Uma espada ensanguentada?
Signos erigidos, fixados,
ferindo o azul do céu,
apoiados no horizonte.

O horizonte, como uma esteira rolante
de faixas que desfilam,
vermelho contra negro,
negro contra verde,
branco contra amarelo…

Cores pisoteadas,
com grandes passos,
um homem de torso verde,
um homem sem rosto
passa a fronteira do céu.

O infinito se estende diante dele.
É “O homem que corre”
de Casemir Malévitch.

Richard Nicolas

Malevitch. capa - Malevitch. capaMalevitch.contracapa - Malevitch.contracapaMalevitch.quebra cabe  a 1 2 3 - Malevitch.quebra cabe  a 1 2 3

Obras de Malevitch na Internet:

http://www.artchive.com/artchive/M/malevich.html

http://www.artcyclopedia.com/artists/malevich_kasimir.html

Adriana Caccuri

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Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG (2)

A CRUZ E SEUS SENTIDOS

cruz florida passoapasso.weblog.com.pt - cruz florida passoapasso.weblog.com.pt

Em todos os Encontros da Companhia de Aprendizagem adotamos uma imagem simbólica, que mobiliza o entrecruzamento das dimensões do sentido - como orientação, significado e sensibilidade - do que estamos produzindo juntos. Desta vez, emergiu a imagem da Cruz, que nos fez batizar o morro em que nos reunimos no 1º dia de Morro da Cruz.

A presença da cruz é visível na natureza: no ser humano de braços abertos, no vôo dos pássaros… e nas construções humanas: no mastro do navio; no desenho das ruas, avenidas e praças das cidades; no recorte, ordenação e medida dos espaços sagrados, como os templos…

Longe de pertencer exclusivamente ao cristianismo, a cruz é um símbolo que aparece sob formas diversas (e com uma pluralidade de sentidos, como todos os símbolos), em quase toda parte do mundo (Egito, China, Creta…), desde épocas bem remotas.

A tradição cristã enriqueceu o simbolismo da cruz, condensando nessa imagem a história da paixão e da salvação do Cristo. Ela simboliza o Crucificado, o Cristo, o Salvador, o Verbo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Havendo uma distinção entre a cruz do patíbulo e a Cruz Gloriosa, signo do Cristo Ressuscitado (1).

Juntamente com o centro, o círculo e o quadrado, a Cruz é um dos quatro símbolos fundamentais, estabelecendo uma estreita relação com os outros três: “pela intersecção de suas duas linhas retas, que coincide com o centro, ela abre o centro para o exterior; inscreve-se no círculo, que divide em quatro segmentos; engendra o quadrado e o triângulo, quando suas extremidades são ligadas por quatro linhas retas” (2).

A Cruz associa-se à simbólica do quaternário, representando-o em seu aspecto “dinâmico”, enquanto o quadrado representa-o em seu aspecto “estático” (3). A correspondência com o quaternário ilustra a repartição dos quatro elementos: ar, terra, fogo, água, e de suas qualidades tradicionais: quente, seco, úmido e frio (1).

Apontando para os quatro pontos cardeais, a Cruz é a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem, cuja orientação total exige um triplo acordo: do sujeito em relação a si mesmo; do espaço em relação aos pontos cardeais terrestres; do tempo em relação aos movimentos dos astros (2).

A cruz apresenta, ainda, o caráter de símbolo ascensional, sendo análoga à Árvore da Vida, à ponte e à escada.

Nela se juntam o céu e a terra… Nela se confundem o tempo e o espaço… Ela é o cordão umbilical, jamais cortado, do cosmo ligado ao centro original. De todos os símbolos, ela é o mais universal, o mais totalizante. Ela é o símbolo do intermediário, do mediador, daquele que é, por natureza, reunião permanente do universo e comunicação terra-céu, de cima para baixo e de baixo para cima (2).

René Guénon estabelece uma interessante relação entre o simbolismo do Tecido e da Cruz:

Para melhor compreender o significado deste simbolismo, é preciso lembrar primeiramente que o urdume, formado por fios esticados sobre o tear, representa o elemento imutável e principial, enquanto que os fios da trama, passando em meio ao urdume pelo vaivém da navete, representam o elemento variável e contingente, ou seja, as aplicações do princípio a tais ou quais condições particulares. Por outro lado, se considerarmos um fio do urdume e outro da trama, perceberemos imediatamente que seu cruzamento forma uma cruz, da qual eles são respectivamente a linha vertical e a horizontal; e todo ponto do tecido, sendo assim o ponto de encontro de dois fios perpendiculares entre si, é por isso mesmo o centro de uma tal cruz. Ora, (…) a linha vertical representa aquilo que une entre si todos os estados de um ser ou todos os graus da Existência, religando seus pontos correspondentes, enquanto que a linha horizontal representa o desenvolvimento de um destes estados ou de um destes graus. (…) podemos dizer que o sentido horizontal figurará, por exemplo, o estado humano, e o sentido vertical o que é transcendente em relação a este estado… (4)

Para Guénon, o símbolo da cruz é uma união dos contrários…

Marly Segreto

(1) Cirlot, Juan-Eduardo. Diccionario de símbolos. Barcelona: Labor, 5ª ed., 1982, p. 154-156.
(2) Chevalier, J. & Gheerbrandt, A. Dicionário de Símbolos. 15º ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 309-317.
(3) Guénon, René. Os símbolos da ciência sagrada. São Paulo: Pensamento, 9ª ed., 1993. p. 354, nota 4.
(4) capítulo  XIV  de Guénon, R. Le Symbolisme de la Croix – “O simbolismo do tecido” (Les Éditions Vêga, Paris 1983)
http://www.reneguenon.net/guenontextostecido.html

Foto: cruz florida - passoapasso.weblog.com.pt

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Ecos do 3º Encontro da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - S. Sebastião do Paraíso - MG

        AS MONTANHAS

        DSCN7665 - DSCN7665

        Se as montanhas falassem
        Elas se calariam

        A força que há nelas
        é do silêncio… sendo
        é da constância… sendo

        Sem este silêncio não me escuto, escutando
        Me escuto pelo silêncio, silenciando

        Entre o silêncio e a fala: a constância

        DSCN7625 - DSCN7625

Itinerância da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - 3º Encontro - São Sebastião do Paraíso - MG

Pontos de Reunião da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM durante o 3º Encontro.

          Fazenda São Judas
          São Sebastião do Paraíso - MG
          01 a 04 de julho de 2010
          Nossa gratidão amorosa aos anfitriões

“Não precisas bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo…”

A Casa - Monica O. SimonsVista da mesa do caf   - Vista da mesa do caf  Findo florido da mesa de refei    o - Findo florido da mesa de refei    o

(…) Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram à relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia…

Morro da Cruz 040 - Morro da Cruz 040 Lareira - Monica O. Simons

(…) Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.

Arvore que renasce - Monica O.Simons Carambolas - Monica O. Simons - Carambolas Pessegos - Monica O. Simons

Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha - e esquece.”

No topo do morro  da Cruz - Monica.O.Simonsalé m do horizonte - Monica O. Simons Vista geral - Fazenda São Judas - Vista geral


Versos plasmados do poema A hóspede, de Guilherme de Almeida - plenos de realidade pulsante e magia.

Fotos: Monica O. Simons e Adriana Caccuri

TCris

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COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - 3º Encontro - São Sebastião do Paraíso - MG

Morro da Cruz 002 1 - Morro da Cruz 002 1

    Morro da Cruz - Fazenda São Judas
    São Sebastião do Paraíso - MG
    3º Encontro da Companhia de Aprendizagem
    01 a 04 de julho

    CANTO DO POVO DE UM LUGAR
    Composição: Caetano Veloso

    Todo dia o sol levanta
    E a gente canta
    Ao sol de todo dia.

    Fim da tarde a terra cora
    E a gente chora
    Porque finda a tarde.

    Quando a noite a lua amansa
    E a gente dança
    Venerando a noite.

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OFICINA PONTO DE APOIO - O Caminho dos Relacionamentos

No 4o. encontro da Oficina Ponto de Apoio, realizado no mês de junho para as turmas A e B, nossa convidada Luzia Proença, psicóloga, participante da Comunidade de Estudos de Itapeva e de projetos anteriores, escolheu como tema de sua palestra O Caminho dos Relacionamentos.

Com a turma A, além da palestra, fizemos uma reflexão sobre a música A Lista, de Osvaldo Montenegro - http://www.youtube.com/watch?v=aV99ypbCidw - o que nos rendeu ricas percepções; estamos preparando um vídeo com o depoimento dos participantes.

Na turma B tivemos a oportunidade de fazer uma reflexão a partir do texto Consideração - você sabe o que é isso? que suscitou importantes descobertas sobre a diversidade de relacionamentos que perpassam nossa vida e o quanto somos frutos dessas interações. Dos diferentes trechos do texto escolhidos por muitas pessoas como significativos, emergiu a problemática do contexto profissional, não só em relação ao funcionamento da equipe dos funcionários, mas também em relação a como as crianças e adolescentes são percebidas e entendidas por eles.

Deste diálogo emergiram algumas dicas vistas por alguns como orientadoras de uma possível ação:

- “Então, a consideração é demonstrada nas atitudes. A atitude de entender, de contextualizar, de ouvir, de falar, de avaliar, de investigar e de perceber que as pessoas estão juntas nas ações; isto é consideração.”

- “Nunca se esqueça que você também tem de fazer a sua parte. Muito fácil esperar dos outros, mas na verdade o que importa é você ter consideração pelos outros, assim o caminho da reciprocidade se abre a sua frente. ”

- “Mas o melhor a saber é que algumas decisões são tão importantes no processo de crescimento que podem significar sofrer ou crescer.”

Percebo que , gradualmente, nossa dinâmica interativa vai se caracterizando como formativa:

_ os participantes começam a perceber que o que é dito pelo Outro (s) tem um potencial de informação, de sentido e conexão com a realidade e as situações vivenciados por cada um e que portanto, pode re-orientar suas ações;

_ o espírito de equipe que antes apareceu como uma carência existente no grupo, agora começa a ser reinvindicado como condição necessária para transformar e mellhorar a ação de cada um;

_ o espaço de revelação de conflitos pessoais no ambiente de trabalho tem sido mantido e respeitado por todos na escuta; isso parece estabelecer parâmetros de compreensão mútua; foi interessante a descoberta semântica da palavra reciprocidade surgida no grupo B como alguma coisa nova para muitos e que expressava a compreensão de um sentimento emergente do contexto.


“A informação é simplesmente o que dá forma ao sentido que emerge de nossas interações com o meio ambiente, com nós mesmos e com os outros; a informação não é uma entidade exterior a nós mesmos, ela não existe por si mesma. O conhecimento estrutura-se e reestrutura-se a cada interação, interna e externa. Aprender não consiste em acrescentar novos conhecimentos, mas em reorganizar o que já foi compreendido.

milton da costa


(…) A verdadeira crise que o mundo atravessa hoje é uma crise de percepção, e é essa mesma crise que a nossa linguagem cotidiana traduz e consolida quando nos impede de entrar em relação profunda com o vivente. Por isso, só temos a ganhar nos questionando sobre a realidade e as exigências do vivente.”

(A linguagem do Vivente – uma voz, uma via adormecida? - Hélène Trocme-Fabre. São Paulo:TRIOM, 2009. p.35-36 )

TCris

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OFICINA PONTO DE APOIO - O diálogo e a resignificação de conflitos

Ontem aconteceu o terceiro encontro da turma B da Oficina Ponto de Apoio.

No trânsito entre as pessoas novas que estão chegando e a saída de alguns em função da realização de novo concurso público municipal, retomamos a origem, propósito e dinâmica do projeto, o que foi muito bom para que todos pudéssemos nos apropriar da nossa trajetória.

O diálogo já acontece de uma forma mais espontânea e ritmada e começam a surgir os “nós” que permeiam o funcionamento da equipe de trabalho. Desta turma faz parte a diretora da Casa Transitória que já pode inferir alguns pontos a serem trabalhados na sua gestão; conversamos um pouco sobre isso. Também participou pela primeira vez o Lucas, psicólogo recém-chegado que vai assumir o trabalho na Casa (veio das bandas da Paraíba e traz uma experiência de lá em locais similares); sua contribuição ontem foi importante na pontuação de alguns tópicos que emergiram, o que “movimentou” especialmente o encontro.

Oficina Ponto de Apoio - Turma B

Na dinâmica, surgiram alguns pontos fundamentais trazidos pelos participantes/ funcionários:

- A necessidade de todos falarem “a mesma língua” – traduzida em discurso e atitude.
- Um conflito entre dois funcionários que pode ser explicitado e de onde surgiu a perspectiva mais ampla de que há ruídos na forma como a comunicação acontece entre os funcionários (o que é bem comum onde há muitas pessoas que trabalham em turnos diferentes e pode ser melhorado) resignificando a questão.
- A percepção de que pontos que aparentemente são vistos como divergentes podem ser revistos como complementares;
- Vivenciamos e falamos sobre o processo da escuta do outro, do tempo de absorção do que se aprendeu e da elaboração interna para nova devolutiva externa – este foi um exercício que o grupo reconheceu que temos vivenciado nos nossos encontros.
- Na apresentação de uma dupla apresentando sua reflexão surgiu a idéia de formarmos grupos de escuta com as crianças.

E assim vamos caminhando e bem, eu diria, porque o que nos une é apenas a boa-vontade e o propósito de nos melhorarmos. Sempre me emociono em participar deste processo onde um corpus vai se configurando a partir de um modus operandi e o processo começa a caminhar por si mesmo. Tenho a perspectiva (tomara!) de que em algum momento deste processo possamos nos reconhecer nas leis do vivente propostas por Helene Trocmé-Fabre:

“O vivente está em devir, ou seja, está sempre atento em manter e atualizar o seu potencial, ligando-se ao mundo que o cerca.
- Descobrindo toda complexidade deste mundo.
- Organizando o que vê, ouve e percebe.
- Dando sentido ao que lhe acontece.
- Aprendendo a escolher, assim aprendendo a renunciar,
- e portanto, a decidir.
- Criando, assim inovando.
- Recebendo e dando, assim entrando em reciprocidade.
- Comunicando (no sentido etimológico da palavra) torna-se parceiro.”

Abraços a todos
TCris

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Re-CANTO DE LER - um Ateliê de Leitura

“Ninguém liberta ninguém; ninguém se liberta sozinho:
os homens se libertam em comunhão.” (Paulo Freire)

CEA - Canto de Ler   abril 2010

Canto de Ler
Centro de Educação Ambiental Avelino Peixe Comeirão Filho
Fundação Planeta Terra
Itapeva - SP

Estou especialmente contente depois que a lanchonete da Sala Verde foi transformada em um re-CANTO DE LER – que agora nutre mentes, corações, a convivência e criatividade humanas - o que convenhamos, é bem mais necessário!Esta é a intenção que alimenta este espaço cultural recém-criado no Centro de Educação Ambiental Avelino Peixe Comeirão Filho, em Itapeva – SP, possível graças a uma feliz conjuntura de circunstâncias.

Eu, como colaboradora voluntária do CEA, participo da dinamização deste espaço, montando uma programação para que ele funcione como um ponto de cultura dentro da Sala Verde. Uma parceria prazerosa e agradável, totalmente baseada na cooperação voluntária, que pretende contribuir para a formação das pessoas que visitam o lugar.

E o que já está acontecendo lá, neste seu primeiro mês de existência? Muitas coisas. O nome Re-CANTO DE LER faz alusão não só à leitura de livros e textos diversificados, mas principalmente à leitura do mundo preconizada por Paulo Freire:

“Para mim, desde o início, nunca foi possível separar a leitura das palavras da leitura do mundo.. Segundo, também não era possível separar a leitura do mundo, da escrita do mundo. Ou seja, linguagem – e isso é uma questão lingüística - não pode ser entendida sem um compreensão crítica da presença dos seres humanos no mundo. A linguagem não é exclusivamente um meio de expressão das impressões que temos diante do mundo. A linguagem é também conhecimento em si. E a linguagem implica a inteligibilidade do mundo que não existe sem a comunicação. … Deve-se primeiramente ler o mundo no qual tais palavras existem.” (Pedagogia dos sonhos possíveis - p. 56)

Neste espírito então, o Re-CANTO de LER é um local de prática de leitura - do mundo, de textos em diferentes linguagens, de depoimentos das pessoas, da natureza em volta. Um Ateliê de Leitura, bem ao estilo da Companhia!

Apareça lá para visitar a gente!

TCris

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