Blog da Companhia de Aprendizagem

Arquivo da categoria ‘Itinerância’

Itinerância da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM - 3º Encontro - São Sebastião do Paraíso - MG

Pontos de Reunião da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM durante o 3º Encontro.

          Fazenda São Judas
          São Sebastião do Paraíso - MG
          01 a 04 de julho de 2010
          Nossa gratidão amorosa aos anfitriões

“Não precisas bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo…”

A Casa - Monica O. SimonsVista da mesa do caf   - Vista da mesa do caf  Findo florido da mesa de refei    o - Findo florido da mesa de refei    o

(…) Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram à relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia…

Morro da Cruz 040 - Morro da Cruz 040 Lareira - Monica O. Simons

(…) Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.

Arvore que renasce - Monica O.Simons Carambolas - Monica O. Simons - Carambolas Pessegos - Monica O. Simons

Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha - e esquece.”

No topo do morro  da Cruz - Monica.O.Simonsalé m do horizonte - Monica O. Simons Vista geral - Fazenda São Judas - Vista geral


Versos plasmados do poema A hóspede, de Guilherme de Almeida - plenos de realidade pulsante e magia.

Fotos: Monica O. Simons e Adriana Caccuri

TCris

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UBUNTU - o transcultural e a Copa do Mundo

Em clima de Copa do Mundo, partilho aqui um link que me foi enviado pela Vera Laporta, muito interessante, sobre o universo linguístico, simbólico, além de outras dimensões da realidade externa e aparentemente concreta.

Trata-se principalmente de resgatar o contexto filosófico-linguístico de onde surge a expressão Ubuntu, agora se popularizando na mídia, em função da Copa do Mundo na Africa do Sul.

Spectrum   Greg Spalenka -http://spalenka.com/transfer/

(,,,) “Para melhor compreensão do Nommo na cultura Bantu, podemos acrescentar os conceitos de totalidade e de Ubuntu das línguas Bantu (FOSTER, 2006), (NGOENHA, 2006). A noção de totalidade é uma importante no mundo bantu. A totalidade de toda a existência seja material, espiritual e humana. A totalidade é um aspecto preponderante do cosmo. A totalidade pode ser descoberta em todas as esferas da visão de mundo das sociedades bantu. Na criação do universo o criador fez como que tudo que existe tivesse uma relação, esta relação possui uma dinâmica de transformação, podendo ser alterada pelos Muntu, visíveis e invisíveis. A noção de totalidade é semelhante a noção de sistema na matemática atual ocidental, onde seria um conjunto completo de tudo que existe e das relações passiveis entre eles. O criador realizou a criação ou continua realizado tendo como fator importante a harmonia e o equilíbrio. Entretanto a harmonia e equilíbrio são variáveis, existe a necessidade de atos dos Bantu (pessoas visíveis e invisíveis) para preservação ou constante restabelecimento da harmonia e do equilíbrio.

Na sociedade o Ubuntu representa a existência respeitosa e equilibrada entre os seres da natureza. No Ubuntu repousa a comunidade e suas relações sócias baseadas na tradição, na ética social e no reconhecimento de todos como indispensáveis. A identidade e a personalidade dos indivíduos é parte do Ubuntu. Este Ubuntu é a aplicação do conceituo de totalidade as relações humanas e as sociedades existentes. O Nommo tem haver com a preservação da harmonia.

1- Dado o preâmbulo da forma terminamos aqui como começamos.

Na raiz filosófica africana denominada de Bantu, o termo NTU designa a parte essencial de tudo que existe e tudo que nos é dado a conhecer à existência. O Muntu é a pessoa, constituída pelo corpo, mente, cultura e principalmente, pela palavra. A palavra com um fio condutor da sua própria história, do seu próprio conhecimento da existência. A população, a comunidade é expressa pela palavra Bantu. A comunidade é histórica, é uma reunião de palavras, como suas existências. No Ubuntu, temos a existência definida pela existência de outras existências. Eu, nós, existimos porque você e os outros existem; tem um sentido colaborativo da existência humana. Neste texto demos uma possibilidade de introdução a cultura e a filosofia das sociedades Bantu. “

Confira o artigo NTU de Henrique Cunha Júnior

Abraços
TCris

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Educação Ambiental e TransD - Monica O. Simons

Monica Osório Simons, ambientalista e membro da Companhia de Aprendizagem e do CETRANS foi indicada para estar em Belém do Pará, representando a Secretaria Executiva da 2ª Jornada Internacional do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, no escopo do FISC (Forum Internacional da Sociedade Civil) e da CONFINTEA (Conferencia Internacional de Educação de Adultos), organizada por instancias como ICAE (International Council for Adult Education) e CEAAL (Conselho de Educação para Adultos de America Latina).

Sua participação no FISC será desenvolver uma Oficina com a metodologia de Paulo Freire: Círculo de Cultura (espaço de debate e discussão conjunta sobre algum assunto - neste caso o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e sua interface com a educação para jovens e adultos). Às vésperas da abertura do Fórum Internacional da Sociedade Civil, o evento ganha espaço na imprensa nacional. De 28 a 30 de novembro, o FISC 2009 deve reunir mais de 1.000 participantes de 80 países, em Belém, no Pará. Em debate está a Educação de Pessoas Jovens e Adultos, tema que afeta mais de 771 milhões de pessoas no mundo de hoje. Trata-se de um espaço plural, de reflexão e formulação de propostas para fomentar o intercâmbio de experiências e organizar o processo de incidência na VI Conferência Internacional de Educação de Adultos.

Na CONFINTEA Mônica Simons participará no sentido de fazer “as articulações necessárias para ganhar adeptos ao trabalho em realização de consolidar e fortalecer uma comissão internacional que possa trabalhar nos seus respectivos paises, integrando uma rede de discussão sobre o Tratado antecipatória da Rio92+20 em 2012 e fazendo deste documento não fim em si mesmo mas instrumento para o empoderamento das comunidades fortalecendo-as para exercer cidadania e terem condições de construir uma condição de vida mais digna, justa e sustentável.”

Monica O. Simons - CETRANS 2009

Mônica O. Simons apresentou em novembro ultimo, dentro da série Experiências Transdisciplinares do CETRANS o tema Educação Ambiental à luz da Transdisciplinaridade: o encontro vital e necessário, quando buscou partilhar com os presentes o quanto o seu contato mais profundo e principalmente fundamentado na transdisciplinaridade qualifica e fortalece o trabalho que realiza em Educação Ambiental, junto aos mais diversos públicos, em busca do seu empoderamento para a sustentabilidade.

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Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Forum Social Mundial -  Monica Simons 2009

A Dra. Mônica Osório Simons - da coordenação da Companhia de Aprendizagem e membro do CETRANS - representando a Secretaria de Saúde de Guarulhos - SP , onde trabalha, integra a Comissão Internacional, para realização da 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, e assim sendo marcou presença na cidade de Belém, Estado do Pará, de 26 de Janeiro à 01 de Fevereiro participando ativamente do Fórum Mundial de Educação, ocorrido durante o Fórum Social Mundial.

Essa é mais uma etapa de um projeto que foi responsável pela elaboração do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, que resultou da 1ª Jornada Internacional de Educação Ambiental realizada no Rio de Janeiro em 1992, durante o Fórum Global da Eco/92, paralelo à 2ª Conferencia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Rio/92.

Elaborado durante um ano de trabalho internacional, o Tratado contou com a participação de educadoras e educadores de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo ( America Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África, Pacífico Sul). Além de servir de apoio a diferentes ações educativas, inspirou a criação de diversas Organizações da Sociedade Civil ( ONGs) e Redes de Educação Ambiental. Gradativamente este Tratado vem servindo de inspiração e fundamentando a concretização de Políticas Públicas em Educação Ambiental. Em 2006, o Tratado foi revisitado por pesquisas via internet, bem como durante o V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental em Joinville, Santa Catarina, do qual Monica Simons fez parte moderando uns dos grupos de discussão. Foi também tema para um Workshop do ICAE – Conselho Internacional para Educação de Adultos em Nairóbi, Quênia em 2007, e divulgado no Congresso Internacional sobre os 30 anos da Primeira Carta de Educação Ambiental de Tiblissi, na cidade de Ahmedabad na Índia, também em 2007.

Todos estes eventos internacionais permitiram constatar a atualidade e vigência do Tratado e deram origem à 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, que está prevista para durar de 2008 a 2012, chegando fortalecida à Rio+20, pretendendo reunir o maior número possível de forças inovadoras na direção da consolidação de um novo Projeto Civilizatório, com pessoas que se ecoeducam e educam outras na perspectiva de um diálogo permanente.

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“Peguei o Ita no norte…”

“Gente esse videoarte é para fotoinformá-los q eu estou flui_indo… seguindo o fluxo da das coisas, chegarei em Belém do Pará para o Fórum Social Mundial e São Luis, talvez Manaus também.

É isso, beijos e abraços! Nos veremos em futuras outras realiz_ações!

Vou lá tomar um banho de Vida e volto…;)”

Recebi do nosso amigo Ghuga, e achei belo, o vídeo e o momento!

Fiquei pensando no desamparo do homem diante daquelas águas…e na força da vontade, da coragem e da fé diante dos aparentes abismos que se apresentam… que estão ali apenas para nos desafiar a ser quem realmente somos?

Boa viagem, Ghuga!

TCris

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Caminho do Sol … com certeza um caminho com coração!

Mais uma etapa preparatória para fazermos o Caminho de Santiago.
Desta vez fizemos somente a ultima etapa do Caminho do Sol, de Piracicaba a Águas de São Pedro, num total de quase 20 Km. com um calor de 41ºC.

Durante o caminho varias aprendizagens e percepções. Dentre outras, mesmo seguindo as setas amarelas colocadas em meio ao canavial por voluntários chamados “Anjos do Caminho”, em determinado momento em que estava totalmente sozinha num trecho do percurso, começo a duvidar se estou indo pelo caminho certo … o calor é quase insuportável e mesmo a contragosto desfaço o caminho para me certificar da direção e somente então vejo a seta que não vi da primeira vez … a minha voz interior me diz: É vital prestarmos atenção aos sinais de Deus, eles sempre estão lá e é a nossa pressa a que muitas vezes não nos permite percebe-los. Ter a coragem de recuar, desfazer, abrir mão para corrigir em tempo os desvios do caminho da vida! Mais uma bela lição do Caminho!

Finalmente , quase chegando com o que restava das minhas forças passei por vários bancos de praça, com uma deliciosa e convidativa sombra … que vontade de desistir …mas a determinação para alcançar o objetivo é maior e ajuda a seguir em frente sem ceder a tentação. Novamente a voz interior fala: quantas vezes na vida nos oferecem caminhos mais fáceis e rápidos que se tomados vão nos desviar do verdadeiro e nem sempre fácil caminho da disciplina e do compromisso?Estar atento é vital.

Valeu… valeu mesmo.

O Caminho do Sol é organizado pela ONG do mesmo nome, (www,caminhodosol.org.br), tendo sido reconhecido pela “Xunta de Galicia” espanhola, como uma espécie de “filial” do Caminho de Santiago no Brasil e tem um belíssimo ritual para a entrega da “Compostelana” Aras Solis ( Altar do Sol) ou certificado para os que concluem a caminhada, com a estátua de Santiago trazida desde Compostela, como silenciosa testemunha.

53.Finalmente a Casa de Santiago - 53.Finalmente a Casa de Santiago

Envio o pequeno relato da experiência impar no Caminho do Sol!
Obrigada!
Beijos mil no coração!
Monica

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Caminhos e caminhar…

Já faz muito tempo que o Caminho de Santiago de Compostela me chama, mesmo estando ciente de que a diferença não está em percorrer solos franceses, espanhóis ou brasileiros no sentido físico, mas em percorrê-los com alegria, fé e convicção, atendendo a um apelo profundo de gratidão e reverência pelo dom da vida.

No último final de semana de setembro, mesmo em meio a bastante chuva, tive a oportunidade de fazer o meu primeiro teste formal: caminhar 35 km em apenas duas etapas!

Cachoeira da vaca 1 2 - Cachoeira da vaca 1 2

De fato foi uma experiência impar! Tanto pelo teste de resistência - que me ajudou a constatar o quanto somos capazes de realizar quando temos determinação e um objetivo claro a ser alcançado - quanto pela alegria das trocas e partilhas, tão intensas e úteis, com as dicas dos que já passaram pelo Caminho de Santiago.

Enquanto caminhava, nos momentos de abençoada solidão e silêncio (somente quebrado pelo som das águas das diversas cachoeiras ou dos eventuais pássaros), senti novamente o intimo apelo que vem guiando meus mais de 30 anos de trabalho como educadora ambiental. E, como em tantas outras experiências trazendo alunos para este abençoado contato, pensei na importância de lembrarmos que quando caminhamos o fazemos pelo dorso de Gaia. E que todos nós, onde quer que estejamos peregrinando, temos a missão de dar exemplos de comportamentos ecologicamente corretos, de solidariedade e de compromisso co-responsável pela vida e pelo bem estar de qualquer ser vivo, buscando a humanização do mundo!
Valeu… Estou a caminho…

Monica

coração - coração

O coração da Terra

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