Data: 2011.11.13 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Espaço-tempo, Ofício de Aprender | Comentário: 0
H – ” O ato de aprender sob o ângulo da durabilidade!
TC – “Ignoramos que nosso cérebro é plural e que ele faz a gestão de várias temporalidades: a da sobrevivência, a da relação afetiva, a da busca do sentido.”
H – “o vivente decide na e pelas transições…”
TC – “nas transições é que descobrimos as propriedades emergenciais do novo estado de ser…já dizia ela, a Meireles…”também é ser deixar de ser assim….” Como vamos levar esta proposta dela para educação sem experimenta-la em nossa própria vivencia?
M – é preciso ter coragem para fazer as necessárias paradas, pausas, intervalos… é o devenir de que ela fala…”o presente se encontra na junção do realizado e do ainda não realizado”.

TC – Esta foi a minha maior descoberta neste trecho: o presente se encontra na junção do realizado e do ainda não realizado.
_ Tres razões que ela dá para que coloquemos a duração no centro: 1. a noção de duração é fundamental para compreender o vivente; 2. o ato de aprender transforma radicalmente nossa relação conosco, com os outros e com o meio ambiente; “A terceira razão para se colocar o problema do tempo no centro da problemática da aprendência é que as diferentes durações precisam ser reorganizadas na diversidade e na especificidade das diferentes etapas cognitivas que constroem o processo de aprendência.” p.99
H e M _ A palavra durabilidade é realmente ampla, veja só tudo que estamos trazendo para esse diálogo e quantas mais descobriremos no que virá… ela me traz a noção do fio do tempo, contínuo, não fatiado em hars, dias, meses ou presente passado futuro…parece um tempo que entrelaça tudo…
TC _ “Deixar de integrar as durações no percurso de aprendência é privar-se da imensa riqueza da busca de um sentido (significação e orientação) a ser dado à sua vida aprendente.” p.99
Diálogo no skype – 13o. Encontro – 08.11.2011
Cap. V – Arquitetura e Materiais para uma aprendência sustentável 5. Organizar o tempo de aprender p.95
Data: 2011.01.06 | Categoria: Espaço-tempo, Para refletir... | Comentário: 0
A FORMA JUSTA

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in O Nome das Coisas
Data: 2010.08.19 | Categoria: Espaço-tempo, Para refletir... | Comentário: 0

(…) ”A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço. “
Notas sobre a experiência e o saber da experiência. JORGE LARROSA BONDÍA
Universidade de Barcelona, Espanha
http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE19/RBDE19_04_JORGE_LARROSA_BONDIA.pdf
TCris
Data: 2010.07.09 | Categoria: Cenários, Espaço-tempo, Itinerância, Projetos 2010 | Comentário: 0
Pontos de Reunião da COMPANHIA DE APRENDIZAGEM durante o 3º Encontro.
“Não precisas bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo…”



(…) Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram à relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia…

(…) Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.

Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha – e esquece.”


Versos plasmados do poema A hóspede, de Guilherme de Almeida – plenos de realidade pulsante e magia.
Fotos: Monica O. Simons e Adriana Caccuri
TCris
Data: 2010.07.07 | Categoria: Cenários, Espaço-tempo, Projetos 2010 | Comentário: 0

Morro da Cruz – Fazenda São Judas
São Sebastião do Paraíso – MG
3º Encontro da Companhia de Aprendizagem
01 a 04 de julho
CANTO DO POVO DE UM LUGAR
Composição: Caetano Veloso
Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia.
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde.
Quando a noite a lua amansa
E a gente dança
Venerando a noite.
Data: 2010.03.22 | Categoria: Cenários, Diálogos - PONTO EM QUESTÃO, Espaço-tempo | Comentário: 4
Na Fazenda dos Bambus, o Labirinto.
“Seguir o caminho até o centro da oportunidade de liberar a dor e a negatividade, ligar-se com o divino, meditar e orar.
Entregando-se aos seus atalhos sinuosos ou intrincados a alma encontra cura e inteireza.
Alem do que , fisicamente, muda a orientação do cérebro e clareia a mente.
Entrar no labirinto e fazer o caminho de volta é um processo de iniciação: a simples via quer leva a um centro e para fora de novo , como todos os ciclos da natureza.
Durante séculos uma caminhada meditativa pelos circuitos de um labirinto, permitiu aos verdadeiros “buscadores” , encontrar por trás da enevoada existência física … um vislumbre do mistério da vida…
Caminhar no labirinto pode vir a ser um instrumento de transformação, cura e oração.
Um labirinto é uma metáfora para a sacra jornada de mudança continua, descoberta, movimento e transformação. Um ritual que simboliza uma jornada espiritual.”

De fato este é um lugar com uma dinâmica especial… com uma energia diferente…
Um lugar onde parece que diversos níveis de realidade cohabitam e nos tomam quase que por assalto!
Um lugar onde o detalhe parece ser o foco e onde , de forma magistralmente paradoxal o requinte e a simplicidade se dão as mãos.
Em cada canto um surpresa e em todo o ambiente sempre algo imanente a ser descoberto… Um deles … o Labirinto com a sua tão significativa mensagem…
Aprendi muito! Silêncio e gratidão.
Monica O. Simons
Data: 2010.01.05 | Categoria: Espaço-tempo, Notícias | Comentário: 0
Chers collègues et chers amis
je vous envoi mes meilleurs voeux pour la nouvelle année !…
Pascal Galvani
[Caros colegas e caros amigos, eu vos envio meus melhores votos para o novo ano!]

[Em um feixe de ervas mexicanas, a luz matinal... Do ano novo!]

[com meus Melhores Votos...]

[Imagem e tinta e de Pascal - 1 de janeiro de 2010]
Data: 2009.04.14 | Categoria: Espaço-tempo | Comentário: 5

“Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.
Que eu seja uma exilada, se este é o sacrifício.”
(Resoluções de uma Bruxa – Bruxa Rae Beth)
Imagem: http://www.cedarcreeckclay.com/newimages/Gaia