Arquivos de categorias: Companheiros de Aprendizagem

Data: 2011.06.28 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 1

“Antes de estruturar e de construir, um trabalho importante deve ser efetuado para permitir a terraplanagem do terreno, a escavação das fundações e a escuta do ambiente onde se passam as ações de aprender e as ações de ensinar. Antes de procurar conhecer nossos próprios recursos cognitivos e nos colocarmos à escuta das recentes pesquisas sobre o cérebro, é preciso, em primeiro lugar, abrir um espaço de questionamento e de ressonância, descobrir nossas representações, inventariar nossas ignorâncias, assim como, os recursos que precisamos e os que possuímos. “

(…) E se… nos preocupássemos, continuamente, em fazer a mais importante de todas as perguntas:

Salvador Dali -  Landscape

Por quê? Por que faço o que faço,
da maneira como faço, onde e quando eu o faço?
Que finalidade pretendo alcançar, além e aquém dos meus objetivos, fins e alvos?

Ousar questionar a si mesmo significa deixar a lógica da verdade, linear e binária (certo/errado, bom/ruim, êxito/fracasso) e dar à nossa palavra por que o sentido que ela tem em hebreu “lamá”[1]: “em direção do quê?”. Questionamento fundamental , religado ao nosso advir, ao agir, à vontade, ao que ainda está por ser realizado, “de passagem”. Este questionamento difere da interrogação, porque ele não pretende verificar uma resposta conhecida daquele que interroga.

… Quais são os efeitos do questionamento? Fazer-nos sair do pret-à-penser (pronto-a-pensar), do pret-à-dire (pronto a dizer), do pret-à-croire (pronto a crer), abrirmo-nos ao mistério do Outro, ao seu inesperado, ampliar o horizonte e nos descobrir exatamente por causa de nossa atitude questionante. Como isso funciona? O questionamento projeta a resposta no futuro. Ele cria um intervalo, um espaço matricial, onde a resposta irá se constituir, enraizar-se em nossa história, num presente feito com nosso passado e nosso futuro. O paradoxo do verdadeiro questionamento (cf. Ouaknin) é que ele não visa o desconhecido, mas, o imediato, o habitual, o próximo.”——————————————————————————–

[1] …os dois lados do “por que” em hebraico: lamá (= em direção do quê?) e madoua (e por quê razão?), religado ao intelecto, à análise, à compreensão, ao saber, à consciência, à ciência, ao pensamento, ao distanciamento, à coisa realizada. Ela escreve: “No Judaísmo madoua e lamá estão ligadas entre si: a compreensão do que aconteceu poderia servir para agir de uma maneira justa sobre o que acontece e vai acontecer. Mas o essencial na vida é o ato e sua energia: a vontade. Madoua não é um fim em si. E´um meio para melhor atingir seus atos.”

(Hélène Trocmé-Fabre – Fundamentos, arqueologia dos recursos
In: Reinventar o ofício de Aprender, p.45)

Data: 2011.06.18 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 1

1101778 sticky notes www.sxc.hu//

“A aprendência tem uma função simultânea de estabilização, regulação, transformação, adaptação e evolução. Graças à sua capacidade de aprender, o ser humano é capaz de atualizar, ou seja, tornar manifesto (realizar) seu potencial de evolução, esse impulso de complexificação e de superação que caracteriza o vivente.”

Helo: Precisamos nos reconhecer também como aprendente de si mesmo!
mlyseg: essa frase é crucial!
teresacristina4: é mesmo! talvez esta seja a síntese de tudo que falamos.

2º Encontro – Dia 13/06/2011 – 2ª feira -14h00
Hélène Trocmé-Fabre. Cap.III- Existo, logo aprendo. 1 – A aprendência, característica do vivente. in: Reinventar o Ofício de Aprender. São Paulo: TRIOM, 2010.

Data: 2011.06.07 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 1

Iniciamos nosso estudo pelo item no.1 – PALAVRAS COMPARTILHADAS, do Anexo II no capítulo IX do livro Reinventar o Oficio de Aprender, uma espécie de glossário composto de citações que ampliam nossas percepções sobre o termo proposto. Cada participante escolheu uma palavra e fomos entrelaçando nosso diálogo a partir delas.

IDENTIDADE
: “As estruturas dissipativas são sistemas capazes de conservar sua identidade unicamente ficando continuamente abertos aos fluxos do meio ambiente.” ( J. Briggs e FD Peat, “A flecha do tempo”, in Um miroir turbulent (Um espelho turbulento), InterEditions. (Marly Segreto)

SENTIDO: “Desejo-lhes do fundo do coração que encontrem o sentido da angústia diante do sol que morre. Desejo-o arduamente ao Ocidente. Quando o sol morre, nenhuma certeza científica deve impedir que choremos, nenhuma evidência racional que perguntemos se ele renascerá. Vocês, vocês morrem lentamente sob o peso da evidência. Desejo-lhes esta angústia como uma ressurreição.” Cheik Hamidon Khan, citado por O. Follmi (Teresa Cristina F. Bongiovanni)

PERCEBER: “Um objeto só é percebido no momento em que colore o espírito”. Sutra 4.17, Yogas Sûtras de Patanjali, Ed. Altess. (Heloisa H. Steffen)

No diálogo apareceram outros conceitos e citações associativas (ou agenciadas) e palavras complementares como ALTERIDADE:

i ching unfolding - G. Stefanik 2001

“O ser humano privado da alteridade é incapaz de desenvolver seu programa genético….Ir ao encontro do Outro enriquecido” Boris Cirulnik. L’Ensorcellement du monde (O encantamento do mundo), Ed. Od.Jacob

Estamos de novo na estrada. Venha com a gente!

Companhia de Aprendizagem

Data: 2011.05.29 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender, Trans | Comentário: 0

Estamos iniciando um novo projeto de diálogo no Blog da Companhia, com convite aberto para participação de todos os interessados na reinvenção do Ofício de Aprender, o que representa não apenas um interesse amplo pela educação, tema de interesse e debate nacional, mas é inerente à lógica do vivente.

Estas idéias e perspectivas aportadas nas mais recentes pesquisas das ciências cognitivas são apresentadas pela francesa Hélène Trocmé-Fabre em várias publicações (editadas no Brasil pela editora TRIOM), das quais escolhemos para dialogar sua mais recente obra Reinventar o ofício de Aprender, lançada no Brasil em outubro de 2010, quando a autora participou de uma noite de autógrafos patrocinada pelo CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar e editora TRIOM.

Nesta ocasião ela também protagonizou uma Aula Magna na Fundação Getúlio Vargas sobre o tema Carta Aberta à Universidade de Hoje: Urgência de Inovar

Hélène em noite de autógrafos na TRIOMSobre a autora – Hélène Trocmé-Fabre é doutora em Linguística e livre docente em Letras e Ciências Humanas. Autora de diversos livros, dos quais já foram publicados no Brasil pela TRIOM Editora: A Árvore do Saber-Aprender, Nascemos para Aprender (acompanha DVD com 7 videogramas) e A Linguagem do Vivente.

Reinventar o Of  cio
Sobre o livro Reinventar o Ofício de Aprender
O único ofício sustentável atualmente. Esta obra visa alcançar todos os atores do mundo educativo, professores, formadores em empresas, responsáveis institucionais, educadores, instrutores de formação, pais, estudantes, desejosos de agir coerentemente com nossa história cognitiva e nossa participação numa humanidade aprendente. São numerosos exemplos de aplicação de pesquisa, como sondagens, tabelas, matrizes, inventários, questionários, visando uma abrangente exploração pessoal e em grupo do Ofício de Aprender.

As recentes pesquisas em neurobiologia e ciências cognitivas confirmam que somos capazes de aprender durante a vida inteira. Nossos fabulosos recursos cognitivos (nossa memória, nossas percepções sensoriais, nossas línguas, nossa capacidade de abstração, de decisão…) constituem um verdadeiro patrimônio da humanidade. Esta obra propõe fascinantes imagens fractais, de autoria de Thierry Huort, para ilustrar o extraordinário poder organizacional e a força criativa dos acontecimentos mentais de nossa vida cognitiva. O meio educativo tem o dever de proteger este patrimônio, de reconhecê-lo, de melhor conhecê-lo, e de fazê-lo conhecido.

Aquele que aprende vai ao encontro do desconhecido e deve, constantemente, se reorganizar em relação aos seus saberes anteriores, ao seu meio ambiente, aos outros e a si mesmo. Para reinventar o ofício de aprender, isto é, lhe conferir um novo valor, é preciso agir como numa construção: aplainar o terreno, demarcar as fundações, escolher os materiais adequados, adaptar o edifício ao seu entorno, e expô-lo ao horizonte.”

Fonte: CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar – Unidade de Ação COMUNIDADE, coordenadora Vera L.R.Laporta.

Data: 2011.05.13 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias | Comentário: 0

Um programa com o tema “Valorização do Feminino” em seus papéis pessoal, profissional e relacional que terá encontros mensais até dezembro, às segundas-feiras (sempre na quarta segunda-feira de cada mês).

Tem por objetivo co-construir um espaço para que as mulheres possam refletir sobre suas necessidades, natureza, ciclos de vida, heranças geracionais… enfim revisitar suas histórias,dentro do acolhimento e respeito desejados. A idéia é cooperar mutuamente na reconexão dos valores perdidos, por meio da escuta e do acolhimento: uma ética do cuidado. E refletir para agir, para mudar.

Facilitadoras: Elaine Queiroz Ribeiro, consultora, Health Coach, terapeuta corporal e Maria do Carmo Colturato e Silva (Carmen), consultora, psicodramatista, Coach Vida e Carreira.
Encontros mensais de maio a dezembro/2011, na sede da UNIPAZ São Paulo.
Início dia 23 de maio de 2011. Das 20:00hs às 22:00hs.
Investimento R$ 90,00 por encontro.

Data: 2011.05.11 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Diálogos, Notícias, Trans | Comentário: 0

DSC08087   Olere… “E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.
… Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa…
… A gente teve que se acostumar com aquilo… a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade”.

Guimarães Rosa – A terceira margem do rio

Dando continuidade à série Diálogos Transdisciplinares, o Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS convida a todos para a apresentação de OLERÊ, QUERO VER: CONTRADIÇÃO – CONCEITOS E
REPRESENTAÇÕES, que será realizada no dia 18/05/2011 às 20 hs, em sua sede: R. Paracatu, 309 – salão de eventos – Saúde – São Paulo – SP.

Adriana Caccuri, Maria F. de Mello e Vitória M. de Barros compartilharão o trabalho apresentado no II Ateliers sur la Contradiction, realizado em março deste ano, na École Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne – França.

“… lançar insights e tornar conceitos básicos sobre contradição mais acessíveis a uma comunidade mais ampla, que atua fora do campo da filosofia ou da lógica. Mais especificamente, depois de revisitar exemplos representativos do desenvolvimento histórico da dialética e da trialética, construímos marcos que consideramos relevantes, explorando dois aspectos. O primeiro aspecto é ilustrar alguns conceitos em expressões poéticas, em representações virtuais e físicas. O segundo aspecto é delinear as características básicas destes marcos conceituais e as relações entre eles. A intenção em revisitar alguns destes campos de conhecimento e de sabedoria, suas dinâmicas e processos emergiram da necessidade de melhor compreender, integrar e comunicar o ciclo percepção-ação na esfera do sendo e fazendo”

Adriana Caccuri é uma das criadoras da Companhia de Aprendizagem. Estaremos lá!

Os interessados deverão confirmar presença até 17/05 através do e-mail cetrans@cetrans.com.br

Imagem obtida em http://cetrans.ning.com/

Data: 2011.05.06 | Categoria: Agenciamento, Companheiros de Aprendizagem, Diálogo com o Coração | Comentário: 5

Vit  ria 1 2 3

No interior do coração, habita o Amor,
Qual pássaro na verde sombra do bosque.
Antes do coração gentil, no esquema da natureza,
O Amor não existia, nem o coração gentil antes do Amor.
Pois com o sol, ao mesmo tempo,
Assim surgiu a luz imediatamente; nem ocorreu
Seu nascimento antes do nascer do sol.
E o Amor teve seu efeito na gentileza
Do verdadeiro eu; tal como,
No fogo brando, o excesso de calor.

Poesia cortesã do Japão dos sécs. X-XII
Citada em Campbell, J. – O herói de mil faces, São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1992.

E a benção que o Amor traz consigo restaura o mundo: Vitória!

Em memória de Norrin Road, com nossos agradecimentos por nos ter proporcionado, ainda que postumamente, a oportunidade de realizarmos esse tão envolvente projeto PASSOS E COMPASSOS DO CORAÇÃO.

Agradecemos também a todos(as) que nos acompanharam nesse trajeto com seus ricos comentários.

Marly Segreto & Teresa Cristina Bongiovanni

COMPANHIA DE APRENDIZAGEM

Data: 2011.05.04 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Projetos 2011 | Comentário: 1

Onibus da Secretaria Municipal de Educação de Itapeva

Apenas como notícia do andamento do Projeto PÓLEN registramos sua visita à exposição AGUA NA OCA, no parque do Ibirapuera, no dia 27 de abril último – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=290&idGrupo1=4

A proposta educacional Projeto PÓLEN – vivências formativas mensais prioriza a experiência vivencial como ponto de partida para a reflexão e construção de uma metodologia. O objetivo destas vivências formativas é orientar um processo de sensibilização e tomada de consciência traduzidas em atitudes que possam resultar no desenvolvimento pessoal de cada participante e no desenvolvimento de uma programação/ação integradas na formação coletiva de uma consciência ambiental equilibrada que promova a cultura da paz interna e externa. A metodologia utilizada apóia-se na abordagem transdisciplinar e no processo de Autoformação, desenvolvidos pela Companhia de Aprendizagem, grupo de pesquisa e práxis, origem da formadora que coordena o projeto, Teresa Cristina F. Bongiovanni.

Acompanhe os passos do projeto pelo Blog PROJETO PÓLEN –

http://www.educacaoitapeva.com.br/blog/projetopolen/