Arquivos de categorias: Companheiros de Aprendizagem

Data: 2011.11.23 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 0

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“Durante esta duração o projeto, as fundações, as paredes, o vigamento da aprendizagem, instalam-se . Em termos de aprendizagem é o tempo de instalar, religar, “tricotar”, encadear os diferentes atos de aprender, na ordem lógica do vivente, nas suas relações com o meio ambiente, com os outros e consigo mesmo, o que exige a organização de numerosas idas e vindas, uma relação dialógica e um vasto espaço interior.”(A duração da organização)

1. A duração do Percurso

2. A duração de Maturação ou de Gestação. “Ela inclui a espera, a paciência, o silêncio, a confiança no que está por acontecer, no que está sendo procurado, no que será encontrado em seus próprios recursos e nos recursos do meio ambiente…”(…)

3. A duração da duração. (…) “a duração da duração, exigida pelas leis da vida, da evolução, do provável, do inesperado, da descoberta, e a compreensão da complexidade, da complementaridade, do “e…e…”

4. A duração da organização

5. A duração da emergência do sentido. “A mais preciosa de todas porque ela permite viver o instante, acolher o acontecimento, o objeto, a alteridade em nossa própria realidade., em nosso continuum, em nosso devenir .” (…)

6. A duração da decisão. “Este tempo de latência interpela numerosos pesquisadores em neurofisiologia. Eles querem compreender como o cérebro se organiza e estabelece conexões em rede que determinarão o futuro “sucesso” ou o futuro “fracasso” do ato. A existência dessa duração pede que seja levado em conta a duração que precede o ato de aprender, a que leva ao instante.”

7. A duração da inovação (…) “Ela permite ao aprendente dar vida (pôr no mundo) sua obra e encontrar um mundo de percepção e de expressão no qual ele poderá se reconhecer. Dessa maneira é garantido um ato de aprender autêntico, um ato que faz crescer.” (…)

14o. Encontro – 22.11.11 – TROCME-FABRE, Hélène. Reinventar o Ofício de Aprender. TRIOM, 2010. Cap. V – Arquitetura e Materiais para uma aprendência sustentável ,5. Organizar o tempo de aprender p.95. As sete durações a serem organizadas (p.99-102)

Data: 2011.11.13 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Espaço-tempo, Ofício de Aprender | Comentário: 0

H – ” O ato de aprender sob o ângulo da durabilidade!
TC – “Ignoramos que nosso cérebro é plural e que ele faz a gestão de várias temporalidades: a da sobrevivência, a da relação afetiva, a da busca do sentido.”

H – “o vivente decide na e pelas transições…”

TC – “nas transições é que descobrimos as propriedades emergenciais do novo estado de ser…já dizia ela, a Meireles…”também é ser deixar de ser assim….” Como vamos levar esta proposta dela para educação sem experimenta-la em nossa própria vivencia?

M – é preciso ter coragem para fazer as necessárias paradas, pausas, intervalos… é o devenir de que ela fala…”o presente se encontra na junção do realizado e do ainda não realizado”.
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TC – Esta foi a minha maior descoberta neste trecho: o presente se encontra na junção do realizado e do ainda não realizado.

_ Tres razões que ela dá para que coloquemos a duração no centro: 1. a noção de duração é fundamental para compreender o vivente; 2. o ato de aprender transforma radicalmente nossa relação conosco, com os outros e com o meio ambiente; “A terceira razão para se colocar o problema do tempo no centro da problemática da aprendência é que as diferentes durações precisam ser reorganizadas na diversidade e na especificidade das diferentes etapas cognitivas que constroem o processo de aprendência.” p.99

H e M _ A palavra durabilidade é realmente ampla, veja só tudo que estamos trazendo para esse diálogo e quantas mais descobriremos no que virá… ela me traz a noção do fio do tempo, contínuo, não fatiado em hars, dias, meses ou presente passado futuro…parece um tempo que entrelaça tudo…

TC _ “Deixar de integrar as durações no percurso de aprendência é privar-se da imensa riqueza da busca de um sentido (significação e orientação) a ser dado à sua vida aprendente.” p.99

Diálogo no skype – 13o. Encontro – 08.11.2011
Cap. V – Arquitetura e Materiais para uma aprendência sustentável 5. Organizar o tempo de aprender p.95

Data: 2011.10.15 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 0

No trecho do livro que ora estudamos, da Hélène Trocmé-Fabre – Reinventar o Ofício de Aprender, chegamos no tópico Uma vida cognitiva sem fronteiras e sem compartimentos que aborda três itens correlacionados:

- a dupla dinâmica: potencialização e atualização – ” Na visão de stéphane Lupasco, toda energia possui uma energia antagônica; a atualização de uma provoca a potencialização da outra. Por isso é importante a situação intermediária (” o nível T”): “toda energia que passa de uma situação de potencialização para uma situação de atualização se encontra necessariamnete, num dado momento, numa situação intermediária (…) onde ela encontra a energia antagônica passando da situação de atualização para a situação de potencialização, na mesma situação T.”(p.80)

- imagens perceptuais e imaginadas: mesmo circuito – “Se, como vimos, nossa percepção sensorial é, incontestavelmente, uma construção individual, pessoal e biográfica de nossa relação com a realidade, já as imagens mentais são, por seu lado, uma atualização seletiva e transitória (num dado momento e sob uma certa forma) de um estado potencializado, até então mudo, mas disponível. Essa atualização adquire a forma de traços figurativos de uma relação que ocorreu, num dado momento, entre nós e o meio ambiente, entre nós e os outros, entre nós e nós mesmos. Por isso nossas imagens mentais trazem a marca, ainda muito mais forte do que a imagem perceptiva, de nossos estados emocionais, de nossa escala de valores, de nossas decisões prematuras, de nossas projeções dentro do que consideramos ser nosso passado ou do que gostaríamos que fosse nosso devenir.” (p.82)

- afetividade e racionalidade: uma e outra - “Os dois termos “afetividade” e “racionalidade” são os sobreviventes do léxico da dicotomia que herdamos no Ocidente. Enfim , agora é possível ousar aproximar os dois vocábulos, pronuncia-los um após o outro, buscar descobrir sua articulação em nossa vida cognitiva, dizer que ambos são partes integrantes dela e que eles são as duas vertentes de uma mesma realidade.” (p.84)
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Nossa vida cognitiva é um instrumento existencial.

Abraços
TCris

Data: 2011.10.05 | Categoria: Cenários, Companheiros de Aprendizagem, Projetos 2011 | Comentário: 0

No ultimo dia 27 de setembro Monica O. Simons e Teresa Cristina, duas das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem reuniram-se em Itapeva para a realização do 8o. Encontro do Projeto Pólen.

Monica Simons conduz a Roda 27 09 11 em Itapeva

O trabalho começou pela manhã com uma dinâmica roda realizada ao ar livre como boas-vindas e acolhida aos participantes do projeto PÓLEN e os diretores das EMEIS, especialmente convidados para a ocasião. Como membro do CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar e uma das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem – ambas instâncias atuantes na formação das pessoas dentro da abordagem transdisciplinar – , Monica, convidada para este evento, privilegiou na condução dos trabalhos a emergência do sujeito – cada educador presente – na conquista de sua própria consciência ambiental que possa vir a orientar seu trabalho pedagógico tendo como foco o pensamento sistêmico que enfatiza a interdependência de todos os elementos que em cadeia, sustentam a vida.

São novos companheiros interagindo com a Companhia!
Saiba mais – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=327&idGrupo1=4

Data: 2011.08.30 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Ofício de Aprender | Comentário: 0

O 7º. Encontro do PROJETO PÓLEN que aconteceu na Sala Verde, em Itapeva – SP no dia 30 de agosto último, propôs uma reflexão sobre os cinco princípios escolhidos do TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL para serem utilizados como meta e diretriz nesta primeira etapa da implantação do eixo articulador da Educação Ambiental dentro Projeto Político Pedagógico para 2012 da Secretaria Municipal de Educação.

O TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL foi elaborado durante um ano de trabalho internacional, o Tratado contou com a participação de educadoras e educadores de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (America Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África, Pacífico Sul). Além de servir de apoio a diferentes ações educativas, inspirou a criação de diversas Organizações da Sociedade Civil ( ONGs) e Redes de Educação Ambiental. Gradativamente este Tratado vem servindo de inspiração e fundamentando a concretização de Políticas Públicas em Educação Ambiental. A atualidade e vigência do Tratado deram origem à 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, que está prevista para durar de 2008 a 2012. http://tratadodeeducacaoambiental.net

Estes cinco princípios selecionados foram abordados pelos participantes do Projeto Pólen a partir de uma perspectiva metodológica onde “ a proposta feita aos educadores é desenvolver e encorajar nas atividades que eles propõem: a diversidade, a complementaridade, a cooperação, a interconexão, a emergência de significações, a escolha e as decisões.” (cf. Helene Trocmé-Fabre in Reinventar o Ofício de Aprender). A dinâmica escolhida privilegiou o uso da linguagem simbólica através de poemas de Cecília Meireles que ilustraram os referenciais teóricos expressos nos princípios. Foi uma experiência inovadora onde a emergência de significações favoreceu uma ampliação perceptiva tangível para os participantes do projeto, segundo seus relatos.

Saiba mais – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=323&idGrupo1=4
TCris

Data: 2011.08.28 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Ofício de Aprender | Comentário: 0

Monica O. Simons - Certeza que outro mundo    poss  vel
Nossa companheira de aprendizagem e uma das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem, Monica O. Simons, coordenou o 4º Encontro de Educação Ambiental, evento realizado no município de Guarulhos – SP:


“Quebrando paradigmas e de forma emblemática, o GTIEA- Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Ambiental do Município de Guarulhos ( constituído pelo Decreto nº 28968/11), em parceria com a iniciativa privada e o terceiro Setor e com a participação de especialistas de renome nacional e internacional, realizou de 11 a 13 de agosto passado o maior evento de Educação Ambiental do Estado, preparatório para a Rio+20 (vinte anos depois da Eco Rio 92, daí o nome “Rio+20”).

É inquestionável que o modelo econômico que mercantiliza a vida com modos de produção e consumo vigentes é incompatível com o equilíbrio socioambiental, assim, estando às portas de uma nova grande conferência denominada Rio+20 é urgente que a sociedade se organize para garantir a tão almejada mudança deste modelo e evitar o iminente fracasso desta nova tentativa, onde grandes corporações e Governos coniventes (incluindo o brasileiro) que camuflando os modelos vigentes ao denomina-los de “economias verdes”, nada mais fazem do que criar novas oportunidades de mercado com a crise ambiental como grande alimento!

Estamos cientes de que o tempo é chegado, não mais para continuar a somente falar e lamuriar sobre as condições dramáticas planetárias mas para investir e se comprometer mais intensamente com ações concretas que tragam soluções que, de fato, possam cotidianamente construir vidas plenas, intensas e felizes para todos e que é chegada a hora de entender que somos uma única família humana, numa única casa planetária e que, portanto, enquanto um único ser humano tiver fome, medo, dor e for privado de sua liberdade ou de qualquer um de seus direitos, nenhum dos outros seres humanos pode dizer que, de fato, é feliz!

“É com esse objetivo que o Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Ambiental da Prefeitura de Guarulhos realizou o 4º Encontro de Educação Ambiental, nos dias 11 a 13 de agosto quando teve lugar a 1ª Consulta Pública para a Minuta da lei que instituirá a Política Municipal de Educação Ambiental. Essa edição, em especial, teve em paralelo a realização da Oficina – Taller – Workshop Internacional da 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental rumo à Rio + 20, que contou com a presença de dez especialistas em nível mundial representando Estados Unidos, El Salvador, Equador, Bolívia, Chile, Inglaterra, Índia, Filipinas, Cabo Verde e que estiveram em Guarulhos preparando as diretrizes, estratégias e bases de discussão para a 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental pautada nos valores e princípios do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, a ser desenvolvida durante a Conferência que a ONU realizará, em junho de 2012 na cidade de Rio de Janeiro”.

SAIBA MAIS – http://www.youtube.com/watch?v=0JAaKNIpfnA&feature=player_embedded

Comentários

Data: 2011.07.21 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Ofício de Aprender | Comentário: 0

“(…) Entre as imensas descobertas do século XX em dois campos específicos, nosso cérebro e os sistemas naturais, guardemos presente as repercussões que têm – ou poderiam ter – uma incidência sobre a problemática educativa, já que elas modificam um grande número de noções fundamentais , indispensáveis para as hipóteses de trabalho da pedagogia, das ciências cognitivas e da epistemologia.

Mencionemos:

– A reavaliação de certos conceitos “fósseis”: causalidade, objetividade, origem, realidade, temporalidade;

- Os conceitos que necessitam ser “revisitados” (ou “esclarecidos” ou “desempoeirados”): os verdadeiros/falsos, debates sobre o inata/o adquirido, a informação, o real, , as origens (do homem, da linguagem) e o mito “indoeuropeu”;

- A emergência de conceitos plurais: níveis de realidade, lógicas, inteligências, memórias, linguagens;

- A emergência de conceitos inovadores: relatividade (Eistein – 1904!), campo, sistema, estruturação, auto-organização, potencialização e atualização, complexidade e complexificação, interface, complementariedade dos contraditórios, cointerdepêndencia, transdisciplinaridade, não linearidade, princípio de incerteza, indeterminação, caos;

- No campo das ciências do vivente: a descoberta de nossa estrutura fundamental, o ADN, os trabalhos sobre o genoma,os neurotransmissores, as fabulosas potencialidades de aprendência, de inovação, de compensação, de reparação de nosso cérebro e de nosso corpo inteiro.

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Numerosos defensores do humanismo ressaltam que a crise que atravessa a humanidade, no fim do que convencionamos chamar século XX, tem por denominação energia, inflação, desemprego, pobreza, precariedade, exclusão, poluição, fragmentação, desintegração do laço social e familiar e outras ameaças opressoras. Mas a mundialização da crise econômica, social e política é, na realidade, uma conseqüência da crise de percepção que atravessamos: ainda não compreendemos que vivemos num mundo onde os fenômenos biológicos, fisiológicos, psicológicos, sociológicos e ambientais são interdependentes. Nossa sociedade ainda não se conscientizou que o ser humano, querendo ou não, sabendo ou não, também é, e sempre será, dependente das leis de equilíbrio da natureza e do vivente, ou seja do (s) ritmo (s) do vivente, etimologicamente “à ce qui coule” (ao que flui).

Trata-se agora de ficar atento à história do vivente, suas exigências de equilíbrio e de troca que nos permitem, como diz de maneira justa Albert Jaquard “não permanecer passivo, mas imaginar o amanhã”.

Reinventar o Ofício de Aprender. TROCME-FABRE, Hélène. TRIOM, 2010. p.285-300, p.53

Data: 2011.07.16 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias | Comentário: 0

Cleo Busatto agosto 2011