Arquivos de categorias: Cenários

Data: 2011.10.05 | Categoria: Cenários, Companheiros de Aprendizagem, Projetos 2011 | Comentário: 0

No ultimo dia 27 de setembro Monica O. Simons e Teresa Cristina, duas das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem reuniram-se em Itapeva para a realização do 8o. Encontro do Projeto Pólen.

Monica Simons conduz a Roda 27 09 11 em Itapeva

O trabalho começou pela manhã com uma dinâmica roda realizada ao ar livre como boas-vindas e acolhida aos participantes do projeto PÓLEN e os diretores das EMEIS, especialmente convidados para a ocasião. Como membro do CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar e uma das coordenadoras da Companhia de Aprendizagem – ambas instâncias atuantes na formação das pessoas dentro da abordagem transdisciplinar – , Monica, convidada para este evento, privilegiou na condução dos trabalhos a emergência do sujeito – cada educador presente – na conquista de sua própria consciência ambiental que possa vir a orientar seu trabalho pedagógico tendo como foco o pensamento sistêmico que enfatiza a interdependência de todos os elementos que em cadeia, sustentam a vida.

São novos companheiros interagindo com a Companhia!
Saiba mais – http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=327&idGrupo1=4

Data: 2011.09.29 | Categoria: Cenários, Notícias | Comentário: 0

Pois é! Não dá para não contar e compartilhar o que vi em INHOTIM – MG. Todo mundo deveria querer ir lá! E é o que grande número de estrageiros e alguns brasileiros começam a descobrir. Quem quiser saber mais pode acessar :

http://www.planetaterra.org.br/noticiaDetalhe.asp?idNoticias=324&idGrupo1=4

Inhotim - MG - Foto: Ricardo Fronterotta
Mas o que eu quero registrar adicionalmente no Blog Companhia de Aprendizagem é o quanto o traçado físico dos jardins, cantos e recantos de Inhotim nos conduz a pensar nos caminhos transdisciplinares – o quanto eles se interpenetram e nos levam a novas e inusitadas paisagens. Além, é claro, da proposta de integração e embricamento de um Museu de Arte Contemporânea que também expõem suas obras ao ar livre num cenário majestoso de Jardim Botânico.

Isso é uma maravilha! E vale o empenho de chegar até lá!

Abraços
TCris

Data: 2011.07.20 | Categoria: Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 0

www.sxc.hu - 1164598 rose in the rain 1

Quando a paisagem ameaça ressecar meu peito/minha alma chove.
(Poesia mínima & frases amenas .Climério Ferreira)

http://www.fnt.org.br/artigos.php?id=782

Data: 2011.05.18 | Categoria: Cenários, Notícias, Sons & Imagens | Comentário: 2

hassane kouyate topoDe origem africana, Burkina Faso, e filho do griot e ator Sotigui Kouyaté (que atuou no filme Mahabharata de Peter Broock), a aprendizagem de Hassane Kassi Kouyaté foi permeada pela tradição griot. Contadores de histórias, os griots são considerados “senhores da palavra” e responsáveis pela transmissão da genealogia do continente africano para o povo. Ainda hoje eles atuam no equilíbrio da sociedade, são mediadores entre famílias e casais e com a palavra vivem de louvores que endereçam aos poderosos, das narrações históricas que declamam nas festas, dos contos morais que contam ou cantam por ocasião das cerimônias em que participam ou dos serviços que oferecem quando intervêm em conflitos.

Contador de histórias, ator, músico, dançarino e diretor de teatro, Kouyaté atuou em várias companhias africanas e tem atuado em vários teatros europeus, como diretor de companhias, ator de seus projetos e como convidado. Atualmente, é diretor artístico da companhia Dois Tempos Três Movimentos, em Paris. Seu propósito não é perpetuar de maneira tradicional a herança recebida. O que ele mantém do griot é a essência da função, a arte do gesto, a maestria do tempo.

Numa entrevista, respondendo se considera ter também uma missão de griot, ele disse: “Sim, modestamente. É difícil que o pássaro voe e seus filhotes rastejem. É como se a gente tivesse essa vocação nos genes. Nós sempre estivemos numa família empreendedora. Eu não sei se poderia viver sem realizar ações que pudessem fazer as coisas avançarem. Eu seria apenas uma concha vazia se não me engajasse. Tenho a necessidade de me sentir útil, e faço isso por mim também”.

Hassane Kouyaté trabalha essencialmente sobre o conto: espetáculo, adaptação, estágios, animação de ateliers. Partilha sua vida entre Paris e Bobo Dioulasso, em Burkina Faso, onde dirige a Casa da Palavra: Centro Regional das Artes da Narrativa e da Literatura Oral. Baseado na tradição africana, seu trabalho foi enriquecido com a experiência européia.

Ele criou a associação Tama Evénements, que produz e organiza eventos culturais e artísticos em colaboração com as municipalidades, festivais, coletividades, empresas, associações e artistas.

Do dia 17 a 21 de maio, Hassane conduz uma oficina no SESC Ipiranga (destinada a atores com experiência comprovada), explorando práticas coletivas e individuais em trabalho com o Rei Lear, de Shakespeare. Nesses encontros, vai lidar com a arte de narrar e com o aprofundamento da escuta, das relações entre tempo, ritmo e palavra, corpo e palavra, cena e público.

No dia 18 de maio acontece o Encontro com o griot, com abordagem sobre tradição e a vida em Paris e em Bobo Dioulasso, no Burkina Faso.

No dia 22 de maio é a vez do griot demonstrar a arte da narrativa em espetáculos. Os encontros, com tradução consecutiva, são gratuitos, mas a retirada de ingressos deveria ter sido feita até o dia 10/5. Podem já estar esgotados. Talvez a gente ainda consiga, não é? Vamos tentar…

O SESC Ipiranga fica na R. Bom Pastor, 822- tel.: (11) 3340-2000 – São Paulo – SP

Foto obtida em http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?ParamEnd=1&IDCategoria=7053

Data: 2011.03.13 | Categoria: Cenários, Notícias, Sons & Imagens | Comentário: 1

Sendai   Jap  o 11.03.11

“Como estás vendo, não valeu a pena tanto esforço:

a urgência na construção da Arca

o rigor na escolha dos sobreviventes

a monotonia da vida a bordo desde os primeiros dias

a carestia aceita com resmungos nos últimos dias

os olhos cansados de buscar um sol continuamente adiado.

E no entanto sabias de antemão que seria assim. Sabias que a pomba iria trazer não um ramo de oliva mas de espinheiro.

Sabias e não disseste nada a nós, teus tripulantes, que ora vês lavrando com as mesmas enxadas de Caim e Abel a terra mal enxuta do Dilúvio.

Aliás, se nos dissesses, nós não te acreditaríamos.”

JOSE PAULO PAES . Mundo novo in: Prosas seguidas de Odes Mínimas, 1992

TCris

Data: 2011.01.26 | Categoria: Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 1

“As propriedades intrínsecas da Água são propriedades da Arte;
coisas como fluidez, solvência, transparência, escala, volume, reflexão,
transformação e estados, são palavras em comum.
Nesta exposição reunimos grandes artistas de várias partes do mundo
que observam a água em suas manifestações reais ou metafóricas
causando uma experiência de múltiplas visões de como vivenciar
a presença ou a ausência da fonte primordial da vida no nosso imaginário.”

Marcello Dantas, Curador.

Mostra Desaguar (subsolo). Exposição AGUA NA OCA. Parque do Ibirapuera – São Paulo . 26.11.10 a 08.05.2011.

Organizada pelo Instituto Sangari do Brasil, em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, a exposição traz instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais, aliando ciência, arte e tecnologia. O Instituto Sangari tem como missão democratizar o acesso ao conhecimento e promover a cultura científica como instrumento de inclusão social e de cidadania. Com este foco o Instituto realiza projetos que articulam Ciência, Cultura e Educação e utiliza diversos recursos para criar experiências lúdicas e educativas, primando pela interatividade e pelo olhar artístico. Para concretizar estas iniciativas, firma parcerias com órgãos públicos, organizações do terceiro Setor e empresas privadas.”

Com 8 mil m2, Água na Oca é uma exposição altamente interativa. Algumas atrações demandam tempo e têm limitações de número de visitantes por sessão. A mostra é dividida por temas, de acordo com cada andar do pavilhão; a visita exige um mínimo de 04 horas para ser bem aproveitada.

No subsolo (minha sessão preferida), O DESAGUAR é uma mostra nacional e internacional de Artes que tem a água como inspiração. Com matérias primas diversificadas e transformadas em obras de arte, esta amostra vai de instalações à fotografia, passando por uma exibição de 04 curtas em filmes que registram interpretações visuais, existenciais, científicas e literárias que o tema sugere. Não deixe de ler a pequena sinopse de cada obra (estão escritas nos pilares, próximos às obras) e você descobrirá que os artistas são também pesquisadores em tecnologia e ciência e conseguem resultados incríveis com suas criações. A mixagem de tudo isso é que você sai de lá altamente mobilizado com a fragilidade do ser humano diante desta força da Natureza e muito mais sensibilizado para esta realidade.

Buracos. AGUA NA OCA

SONIA GUGGISBERG, artista plástica suíço-brasileira observa sua vídeo-instalação no Parque do Ibirapuera. Exposição AGUA NA OCA. Mostra Desaguar

A mostra Desaguar é dedicada a obras de arte que envolvem o elemento água, seja como inspiração ou como material de produção. Entre elas, o vídeo-instalação Buracos (2010), da artista plástica Sonia Guggisberg, que apresenta no piso de madeiras vários buracos circulares onde são projetadas imagens de uma piscina em que pessoas se movimentam de forma ininterrupta, buscando sair da água , mas sem encontrar a passagem que lhes permitiria respirar. A idéia é mostrar como as pessoas se movimentam continuamente no subterrâneo (oculto pela madeira) buscando encontrar passagens (ar para respirar) nos diferentes buracos que lhes possibilitem vir à tona. Uma idéia simples e plasticamente impactante, remete a uma profunda reflexão sobre a trajetória humana nos dias atuais.

Não deixe de visitar!

TCris

Data: 2010.07.20 | Categoria: Agenciamento, Cenários, Sons & Imagens | Comentário: 2

Antonio Vitor   Pavilh  o Desativado   Riacho Doce   SB

Fonte: www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/cul…

“Para mim, o caminho do Mistério passa pelo Real. Vem daí, quero crer, o imperativo do circunstancial em meu trabalho, empenhado sempre no delineamento de situações humanas, sejam elas triviais feito as do cotidiano, ou mais visivelmente solenes como Amor, Nascimento e Morte. Do contato com o circunstancial nasce-me, enfim, o impulso de trabalhar: o desejo de dar forma a visões, estados de alma, inquietudes geradas pela constatação de que o Real existe.” Antonio Vitor

http://www.dangaleria.com.br/exposicao/expovitor/realidade.htm

Data: 2010.07.11 | Categoria: Cenários, Projetos 2010, Trans | Comentário: 0

        AS MONTANHASDSCN7665

        Se as montanhas falassem
        Elas se calariam

        A força que há nelas
        é do silêncio… sendo
        é da constância… sendo

        Sem este silêncio não me escuto, escutando
        Me escuto pelo silêncio, silenciando

        Entre o silêncio e a fala: a constância

        DSCN7625

      Adriana Caccuri – poema e fotos