Arquivo de 15 de Fevereiro de 2010
Diálogos - PONTO EM QUESTÃO - Ser e Sunyata
Apenas para situar os Companheiros de Aprendizagem que passam pelo blog , vamos transcrever o parágrafo inicial do artigo Ser e Sunyata: os caminhos ocidental e oriental para a ultrapassagem do caráter objetificante do pensamento de José Carlos Michelazzo *, que será nosso campo de reflexão.
“A exposição propõe-se a apresentar o diálogo Ocidente-Oriente em torno de uma questão de extrema importância não só para o debate acadêmico, mas para cada um de nós, pois afeta a todos os seres humanos. Tal questão se refere à situação em que se encontra a nossa época atual , inteiramente dominada pela razão técnica e instrumental, na qual testemunhamos os fenômenos da hegemonia da técnica e da ciência nos cinco continentes, do cansaço e do esgotamento das forças da natureza, do desmoronamento geral dos valores, característico do niilismo moderno, do vácuo espiritual que tomou conta de nossa existência, além das visões pessimistas da maioria dos especialistas em torno do futuro do nosso planeta.

O que será apresentado todavia, não deve ir além dos aspectos mais centrais e significativos, de maneira esquemática, em torno dos quais estariam sendo criadas as condições de possibilidade do diálogo Ocidente-Oriente – respectivamente, Martin Heidegger e os pensadores da Escola de Kyoto, especialmente Keiji Nishitani, considerado um dos mais próximos do filosófo alemão -, dando ênfase especial aos aspectos de maior convergência entre ambos. Deste modo a exposição [o texto] será constituída de três momentos:
Idéias gerais do pensamento de Heidegger e de Nishitani
Heidegger e a questão do Ser
Nishitani e a questão da nadidade (sunyata)
O homem moderno e o fenômeno do niilismo e da técnica moderna
Heidegger e o acabamento da metafísica
Nishitani e as conexões entre ciência e religião
A noção de superação
Esperanças de Heidegger
Esperanças de Nishitani “
* Artigo publicado em LOPARIC, Zelico (org.). A escola de Kyoto e o perigo da técnica. São Paulo: DWW, 2009, p.95-122.
Sejam bem-vindos à reflexão e participação!
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