Date: 2010.01.28 | Category: Companheiros de Aprendizagem, Notícias | Tags:

kreider oleary gorchakovs wish alba lunedi 8mm j web 1 … O retorno…

De onde viemos?
Para trás: revendo as marcas deixadas no caminho… o mapa da navegação… deixando o lastro e incorporando o rastro que ainda faz sentido… Caleuche, o barco mítico, aparece e desaparece… não somos mais as mesmas… estamos em outro lugar…

Como e onde estamos hoje?
Faire le point: assinalar as coordenadas, a localização atual… Ser no aqui e agora… presença em si na partilha… atentas… amantes… pacientes… os diferentes pontos de vista iluminam os pontos cegos… pontos de fuga se anunciam… transição… mutação… novas rotas… novos sentidos…

Para aonde vamos?
Para adiante segue o caminho… é favorável ter aonde ir… quanto mais caminhamos, mais retornamos… às nossas origens… Paradoxo…!

Uma contribuição…

Nostalgia (Nostalghia, 1983)

Direção: Andrei Tarkovsky (1932-1986)
Roteiro: Andrei Tarkovsky, Tonino Guerra
Origem: Itália/Rússia

Sinopse: Jornada mística do poeta russo Andrei Gorchakov à Itália em busca de um novo modo de vida. Depois de 3 meses, viajando em companhia de Eugenia, uma atriz italiana, chegam a um pequeno vilarejo ao norte da Itália. Frustrado e deprimido por ainda não ter encontrado seu caminho, Gorchakov mergulha em seu passado, isolando-se em impenetrável silêncio. Mas ao encontrar Domenico, um velho lunático, assim chamado por seu estranho e solitário modo de viver, ele consegue compreender sua angústia e o segredo de sua própria Nostalgia.

Leiam os comentários sobre este trecho do filme.

Marly Segreto

6 responses to “Ecos do Encontro O PONTO DE MUTAÇÃO 2”

  1. Marly at 2010/01/28 12:06 says:

    Marly,

    observei
    me angustiei
    torci por ele… fazia força para que conseguisse chegar.
    não sei aonde… o que importava era que o fogo permanecesse acesso…

    Obrigada,

    Adriana

  2. Marly at 2010/01/28 12:09 says:

    Belíssimo!

    No caminho de buscar a luz…de manter acesa a chama vital que alimenta nossa Fé que algo de melhor existe…mudamos os movimentos, temos que tentar todos os lados, parar, recuar, voltar ao princípio, nos envolver e comprometer mais…persistir, pensar em abandonar…Prosseguir ou desistir?

    De repente descubrimos que não olhamos mais onde pisamos, mantemos os olhos fixos na chama que precisamos alimentar…e proteger..e assim vamos nos esquecendo de nós. E quando conseguimos iluminar mais um pouco de nós mesmos, sabemos que não somos o mesmo que começou a caminhada…algo nos pôs mais perto de nós mesmos.

    Obrigada! Marly, acho que vc poderia por no blog como sua contribuição (grande) ao Encontro!

    Beijão saudoso a todas.
    Hoje, em silencio.

    TCris

  3. Marly at 2010/01/28 12:10 says:

    Marly !

    Quanto sofrimento e ao mesmo tempo quanta beleza na persistência… No fato de não poder ser de qualquer forma … de haber um ritual a ser cumprido… de não querer o caminho mais fácil e aparentemente mais obvio!
    A mão toca o muro … este é o sinal do início do processo … sempre há um ponto de partida …a vida parece estar plasmada neste movimento de tentativa e erro, de luz e sombra.. de espectativa e frustação…de fé absoluta do chegar em algum momento.
    O ato protetor para manter viva a tenue e fragil luz é um cantico de esperança … refazer o caminho tantas vezes percorrido … com passo incerto mas avançando a despeito dos outros fracassos … a despeito da incerteza … a despeito da exaustão.
    Quantas velas cada um de nós já segurou?… Quantos muros já tocamos ? Quantas velas apagadas pelos embates da vida? Quantas se mantiveram e se mantem acesas?
    Quem nos acende persistente toda vez que apagamos? Que mão cuida de nossa luz? Qual o nosso muro de chegada?

    Silêncio e gratidão

    Monica

  4. Marly at 2010/01/28 12:58 says:

    Caríssimas,

    Agradeço de coração o seu olhar sobre o filme. Esse maravilhoso trabalho com o simbólico sempre foi revelador e alimentador em nossa trajetória. Os olhares de vcs ampliam e aprofundam o meu olhar, como sempre.

    Fico profundamente tocada quando reconheço o que há de universal em uma experiência singular. A arte de Tarkovsky, essa “escultura do tempo”, fala com a nossa alma, desperta nossa humanidade.

    Nesses tempos velozes e impacientes, não são muitos que se permitem um tempo de contemplação, de ação no tempo do templo interior.

    O muro de partida e o muro de chegada são para mim como limiares que configuram o trânsito entre dois níveis de realidade: do sofrimento existencial para a dádiva do encontro com a dimensão que nos deu a luz. E essa luz, da qual somos portadores, que tantas vezes se apagou exigindo um retorno sobre os próprios passos no caminho úmido do humus terreno, poderá finalmente voltar ao seu lugar de origem.

    Fiéis depositários que dela somos, podemos restituir em sacro ofício o que nos foi ofertado,no despojamento e no que foi acrescentado ao irmos espiritualizando o corpo para corporificarmos o espírito.

    Serão muitas idas e vindas, certamente, mas poderemos chegar lá!

    Gracias!

    Marly

  5. leda at 2010/01/29 12:05 says:

    Acender a chama da alma divina é uma magia que ainda trazemos dormitante dentro do nosso ser.
    A chama sozinha é sempre mais fraca diante das forças naturais do mundo manifesto em que estamos.
    A eklesia, a comuna, a foça da partilha da luz divina é o q fortalece a chama para q ela não se apague e principalmente..que ela tenha sentido de SER!

  6. Norrin Road at 2010/01/30 12:09 says:

    gostei

Deixe uma resposta