Arquivo de Novembro de 2009
Educação Ambiental e TransD - Monica O. Simons
Monica Osório Simons, ambientalista e membro da Companhia de Aprendizagem e do CETRANS foi indicada para estar em Belém do Pará, representando a Secretaria Executiva da 2ª Jornada Internacional do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, no escopo do FISC (Forum Internacional da Sociedade Civil) e da CONFINTEA (Conferencia Internacional de Educação de Adultos), organizada por instancias como ICAE (International Council for Adult Education) e CEAAL (Conselho de Educação para Adultos de America Latina).
Sua participação no FISC será desenvolver uma Oficina com a metodologia de Paulo Freire: Círculo de Cultura (espaço de debate e discussão conjunta sobre algum assunto - neste caso o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e sua interface com a educação para jovens e adultos). Às vésperas da abertura do Fórum Internacional da Sociedade Civil, o evento ganha espaço na imprensa nacional. De 28 a 30 de novembro, o FISC 2009 deve reunir mais de 1.000 participantes de 80 países, em Belém, no Pará. Em debate está a Educação de Pessoas Jovens e Adultos, tema que afeta mais de 771 milhões de pessoas no mundo de hoje. Trata-se de um espaço plural, de reflexão e formulação de propostas para fomentar o intercâmbio de experiências e organizar o processo de incidência na VI Conferência Internacional de Educação de Adultos.
Na CONFINTEA Mônica Simons participará no sentido de fazer “as articulações necessárias para ganhar adeptos ao trabalho em realização de consolidar e fortalecer uma comissão internacional que possa trabalhar nos seus respectivos paises, integrando uma rede de discussão sobre o Tratado antecipatória da Rio92+20 em 2012 e fazendo deste documento não fim em si mesmo mas instrumento para o empoderamento das comunidades fortalecendo-as para exercer cidadania e terem condições de construir uma condição de vida mais digna, justa e sustentável.”
Mônica O. Simons apresentou em novembro ultimo, dentro da série Experiências Transdisciplinares do CETRANS o tema Educação Ambiental à luz da Transdisciplinaridade: o encontro vital e necessário, quando buscou partilhar com os presentes o quanto o seu contato mais profundo e principalmente fundamentado na transdisciplinaridade qualifica e fortalece o trabalho que realiza em Educação Ambiental, junto aos mais diversos públicos, em busca do seu empoderamento para a sustentabilidade.
Sem comentários »Quando as máscaras são retiradas…

“Todo homem terá talvez sentido essa espécie de pesar, se não terror, ao ver como o mundo e sua história se mostram enredados num inelutável movimento que se amplia sempre mais e que parece modificar, para fins cada vez mais grosseiros, apenas suas manifestações visíveis. Esse mundo visível é o que é, e nossa ação sobre ele não poderá nunca transformá-lo em outro. Sonhamos então, nostálgicos, com um universo em que o homem, em vez de agir com tanta fúria sobre a aparência visível, se dedicasse a desfazer-se dessa aparência, não somente recusando qualquer ação sobre ela, mas desnudando-se o bastante para descobrir esse lugar secreto, dentro de nós mesmos, a partir do qual seria possível uma aventura humana de todo diferente. Mais precisamente moral, sem dúvida. Mas, afinal, é talvez a essa condição inumana, a esse agenciamento inelutável que devemos a nostalgia de uma civilização que procura se aventurar fora do que é mensurável. É a obra de Giacometti, creio, que torna nosso universo ainda mais insuportável, pois parece que esse artista soube afastar o que perturbava seu olhar para descobrir o que restará do homem quando as máscaras forem retiradas. Mas a Giacometti talvez tivesse sido igualmente necessária essa condição inumana a nós imposta, para que sua nostalgia se tornasse tão grande a ponto de lhe dar força para lograr sua busca. Seja como for, toda a sua obra me parece ser essa procura, visando não só o homem, mas também não importa o quê, o mais banal dos objetos. E quando consegue despojar o objeto, ou o ser que escolheu, de suas máscaras utilitárias, a imagem que nos dá é magnífica. Recompensa merecida, mas previsível.
A beleza tem apenas uma origem: a ferida, singular, diferente para cada um, oculta ou visível, que o indivíduo preserva e para onde se retira quando quer deixar o mundo para uma solidão temporária, porém profunda. Há, portanto, uma diferença imensa entre essa arte e o que chamamos o miserabilismo. A arte de Giacometti parece querer descobrir essa ferida aberta de todo ser e mesmo de todas as coisas, para que ela se ilumine”.
GENET, Jean. O ateliê de Giacometti. São Paulo: Cosac & Naify, 2003, p. 11-13.
2 comentários »PALAVRAS…

Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
(Cecília Meireles)
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