Pascal Galvani cita o encontro realizado com a Companhia de Aprendizagem, em 2005, em seu artigo Transdisciplinarité et écologisation d’une formation universitaire : une pratique critique à partir du paradigme de la complexité (Transdisciplinaridade e ecologização de uma formação universitária: uma prática crítica a partir do paradigma da complexidade), publicado na revista Éducation relative à l’environnement : Regards – Recherches – Réflexions (Educação relativa ao meio ambiente: Olhares – Pesquisas – Reflexões) – vol. 7 – 2008, dizendo:
“Por ocasião do II Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, organizado em setembro de 2005 pelo CETRANS (Centro de Educação Transdisciplinar – São Paulo) em Vila-Velha/Vitória (Brasil), numerosos participantes expressaram a dificuldade de encontrar modelos operacionais para inventar práticas de formação e de pesquisa baseadas na abordagem transdisciplinar e na epistemologia da complexidade. Um grupo de pesquisa-ação do Cetrans organizou, então, uma mesa redonda sobre a metodologia reflexiva que eles haviam construído (Companhia de Aprendizagem, 2005) a partir dos trabalhos de Hélène Trocmé-Fabre (2004) e de minhas pesquisas”.
Foi para nós uma alegria relembrar esse encontro, quando tivemos a oportunidade de dialogar com os autores que referenciaram o processo auto e co-formativo desenvolvido até então na Companhia, confirmando a pertinência da metodologia construída por nós. Pudemos também presentear os autores com exemplares da revista COMPANHIA, onde o resultado desse processo era apresentado, que é citada como referência no artigo de Galvani:
Companhia de aprendizagem. Revista COMPANHIA: um ateliê transdisciplinar. Embu das Artes (Brasil): Studium, 2005.
Pascal Galvani é professor no Departamento de Ciências Humanas e Diretor do Programa de Mestrado em Estudo das Praticas Psicossociais da Universidade de Quebec em Rimouski – Canadá. Seus campos de pesquisa incluem as abordagens reflexivas, a pesquisa-ação-formação, a exploração fenomenológica e hermenêutica das experiências de formação, as démarches dialógicas de co-formação, assim como a educação e formação nas culturas ameríndias.
Hèlène Trocmé-Fabre é Doutora em Linguística e Doutora em Letras e Ciências Humanas. Autora de: J’apprends, donc je suis, Editions d’Organisation, 1987, poche 1994 ; Réinventer le métier d’apprendre, Editions d’Organisation, 1999 ; A Árvore do Saber- Aprender. Tradução Marly Segreto. São Paulo: TRIOM, 2004; Le langage du vivant, Editions Être et Connaître, 2004; Nascemos para Aprender. São Paulo: TRIOM, 2006.
