Blog da Companhia de Aprendizagem

EIXO

Eixo, principio, a vésica que permite proporcionalidade, mediação, consciência. Sim “consciência equilibradora” entre o imutável e o mutável, entre o reino arquetípico e o reino sensível, entre realidade e realismo, entre unificação e pluralismo (Lawlor, Robert. Geometria sagrada).

CONSCIÊNCIA UNIVERSAL

CONSCIÊNCIA EQUILIBRADORA (vésica)

CONSCIÊNCIA EMPÍRICA

O campo visual muda para pessoas que vivem em habitats diferentes.

O campo visual muda para quem vê de outras maneiras.

O campo visual de um aleijado sentado no meio da calçada da Av. Paulista é outro, não é como o de alguém que se mantém em sua verticalidade.

Eu posso enxergar como as imagens criadas pelo pintor Francis Bacon.

Francis Bacon   Tr  s estudos para um auto retrato - Francis Bacon   Tr  s estudos para um auto retrato
Francis Bacon - Três estudos para um auto-retrato, 1975

Esta forma visual de ver o mundo me permite sair das linhas que constantemente definem os objetos que estão a minha volta, ao meu redor, e me traz flexibilidade.

Assim como os esquimós que, pela luz e brancos intensos e múltiplos, perdem a noção da linha de horizonte e se permitem verticalidades diferentes das nossas em sua arte, eu, no obscuro de um buraco macular vejo outro mundo: o vazio semi-obscuro das possibilidades e de novas configurações.

Wolfflin, um historiador de Arte, utiliza a palavra malesich para designar “a massa por oposição ao contorno”. Mal, deriva de mácula, a mancha, de onde malen é pintar e maler, pintor” (Deleuze, Gilles. A lógica da sensação).

O rizoma é uma forma de organização em que os elementos não seguem linhas de subordinação hierárquica e não tem centro (eixo).

Viver, ser na vertical.

Morrer, ser na horizontal.

Viver e morrer , desprender-se.

Perder o eixo.

Deslizar o eixo

Deslocar o eixo.

Largar o eixo.

(???????????????)

…………………………………………………..

Está aberto o diálogo…

Adriana



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2 respostas para “ EIXO ”

  1. TCris Abril 22nd, 2009 14:43

    Ando pensando sobre essa proposta desde que ela surgiu…Para mim isso ainda é um desafio - penso na simbologia da cruz como ponto de intersecção entre dois diferentes eixos em dois diferentes níveis de realidade; e penso na verticalidade do ser humano que na tradição indígena ” é o fio de luz que une o Pai CEU (impulso criador) com a Mãe Terra (manifestação concreta do impulso criador). Penso também que no movimento espiralado ascendente que metaforiza nosso caminhar há uma “zona de não-resistencia” que conecta tudo e funciona também como eixo. Pensando na imagem da vesica há também este ponto de interceção no cruzamento das linhas ainda que elas escapem a um horizontalidade/verticalidade rígidas.

    Mas tavez, seja tarefa sua ou desse projeto colaborativo nos levar a perceber que outras formas de funcionamento existem. Acho interessante refletir sobre essa proposição:

    Deslizar o eixo.

    Deslocar o eixo.

    Largar o eixo.

  2. TCris Abril 23rd, 2009 12:00

    ““Para evitar fazer da transdisciplinaridade um saber onisciente, divino, globalizante, holístico, generalista e superficial, ela deve sempre manter em cena as especialidades a serem abertas, as ilhas entre as quais navegar, os discursos e línguas de pertinência disciplinar entre os quais deve proceder o seu exercício de tradução e além dos quais construir a inteligibilidade recíproca entre eles, a terceira língua, a metalinguagem, os conceitos e a operação semântica ou mesmo metafórica sem o que é impossível o trabalho do tradutor. Essa inteligibilidade recíproca e mútua das disciplinas é a condição para avaliá-las em seu potencial interativo, definir possíveis alianças e operadores hermenêuticos entre elas e e suas possibilidades de articulação e agregação sem as quais o trans não se faz. Por não ser um método ou teoria geral a priori , mas um procedimento e atitude, devemos considerar sempre a transdisciplinaridade como este trabalho de tradução interlingual ou intersemiótica, de migração, de navegação e transporte, de comércio, diálogo, intercâmbio e trocas, como entre o visível e o dizível, a arte e a ciência, a tradição e as propriedades novas emergentes.”

    Fonte: Brandão, Carlos Antonio Leite . A transdisciplinaridade, p.32, In:A transdisciplinaridade e os desafios contemporâneos, do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares/UFMG, 2009

    Seria a Transdisciplinaridade um eixo que desliza, se desloca e em algum momento “se solta” para outros níveis de Realidade?

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