Arquivo de 9 de Janeiro de 2009
A jornada interpretativa

Diz o poeta:
é preciso caminhar na escuridão e se encontrar com o coração do homem, com os olhos da mulher, com os desconhecidos das ruas, dos que a certa hora crepuscular ou em plena noite estrelada precisam nem que seja de um único verso… Esse encontro com o imprevisto vale pelo tanto que a gente andou, por tudo que a gente leu e aprendeu… É preciso perder-se entre os que não conhecemos para que subitamente recolham o que é nosso da rua, da areia, das folhas caídas mil anos no mesmo bosque. (NERUDA, P. Confesso que vivi. São Paulo: Círculo do Livro, 8ª. 1980, p. 274)
Assim sendo, a jornada interpretativa, que se pode entender como gnose, se dá numa intelecção amorosa, isto é, num amor inteligente que ama a própria compreensão.
Foto: Edson Pedroso
Texto: FERREIRA SANTOS, Marcos. Espaços crepusculares: poesia, mitohermenêutica e educação de sensibilidade. Revista @mbienteeducação, volume 1, número 1, Jan/Julho 2008.
Na jornada interpretativa somos, ao mesmo tempo, o cenário, o viajante e a viagem.
Marly
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