Date: 2009.01.08 | Category: Diálogo com Clarice | Tags:

“E chovia muito esse inverno. [Lóri] Então usou a outra mesada do pai e procurou – com que prazer andava pelas lojas procurando até achar – e procurou e comprou para todos os alunos e alunas de sua classe, guarda-chuvas vermelhos e meias de lã vermelha.
Era assim que ela afogueava o mundo.

umbrellas

…O seu guarda-chuva vermelho quando aberto parecia um pássaro escarlate de asas transparentes abertas.”

Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. ed. Rocco, 1998. p.101

1 responses to “Diálogo com Clarice – Pausa poética”

  1. Marly at 2009/03/12 12:49 says:

    Vermelho carne
    Encarnado
    Encarnar
    Encarnação
    Vermelha carne sou

    Vermelho fogo
    Afoguear
    Irradiar
    Animar
    Fogo calor luz
    Com paixão iluminada sou

    Vermelho pássaro
    Pássaro de fogo
    Fogo alado
    Chama que chama
    Asas abertas
    Vôo
    Fogo sagrado sou

Deixe uma resposta