Data: 2009.01.08 | Categoria: Diálogo com Clarice | Comentário: 1
“E chovia muito esse inverno. [Lóri] Então usou a outra mesada do pai e procurou – com que prazer andava pelas lojas procurando até achar – e procurou e comprou para todos os alunos e alunas de sua classe, guarda-chuvas vermelhos e meias de lã vermelha.
Era assim que ela afogueava o mundo.

…O seu guarda-chuva vermelho quando aberto parecia um pássaro escarlate de asas transparentes abertas.”
Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. ed. Rocco, 1998. p.101
Data: 2009.01.08 | Categoria: Trans | Comentário: 0

Estava revisando os artigos que entrarão no site CETRANS (Centro de educação Transdisciplinar) e re-encontrei o artigo da Mariana Lacombe Loisel – Um galo sozinho não tece a manhã. Colaboradora eventual e amiga da Companhia, ela atualmente está no Canadá.
Vale a pena relembrar o que, segundo ela, pode também ser trans…
“Hoje, rompendo com o pensamento dominante do século passado, um século marcado pelo pensamento cartesiano, positivista e disciplinar, que se dava no contexto da extrema fragmentação do conhecimento, ser transdisciplinar equivale a ser um ser de relações, um ser de diálogo, que mantém sua especificidade disciplinar, sua formação primitiva; no meu caso a formação filosófica; mas que não se fecha a influenciar e receber influências de outros campos de conhecimento, ousando cruzar saberes oriundos das ciências exatas, com as ciências humanas, as artes e as diferentes tradições espirituais. “
O texto na íntegra está em Saberes, no site do CETRANS.
Confira!
TCris