Arquivos diários: dezembro 11th, 2008

Data: 2008.12.11 | Categoria: Agenciamento | Comentário: 0

Hoje eu recebi um vídeo em que Steve Jobs, criador da Apple, conta três histórias sobre sua vida. Ele se dirige, de uma maneira simples e franca, aos jovens que estão se graduando na universidade.
É um testemunho de um trajeto formativo que pode ser inspirador à todos aqueles que, como o Gabriel, sabem que é hora de construir e mudar.
E o desejo de mudança pede que voltemos o nosso olhar para o nosso próprio processo formativo e para as questões, experiências e vivências que impulsionam a construção do nosso devir. Como diz Patrick Paul, o olhar do presente sobre o passado abre a memória para a produção de sentidoO relato de vida, (…) a narração que uma pessoa faz dos eventos de sua vida (oralmente ou por escrito), envolve seleções, reorganizações, reestruturações sucessivas que, longe de aparecerem como fraqueza devem, inversamente, ser consideradas como indicadoras de um processo aberto em transformação permanente ao longo de toda a vida. E o relato alcança sua significação plena quando se torna condição da existência temporal.

Marly

Data: 2008.12.11 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem | Comentário: 3

Até hoje, os natais têm sido cada vez mais consumistas, produtores de lixo, jogando de forma cada vez mais violenta na cara das pessoas toda a desigualdade existente. E apesar de tudo isso continuamos repetindo, se não piorando, contribuindo p/ o agravamento de toda essa situação. E é isso que vamos fazer? Contribuir? Ou vamos criar alternativas?
Como é que as luzinhas de Natal produzidas na China com inúmeras matérias-primas, transportadas por navios, adicionadas de taxas ao entrarem no Brasil, ainda assim são comercializadas entre 2 e 5 reais? Já imaginaram o quanto de destruição (não apenas ambiental, mas social e de seres humanos) é demandada p/ que tenhamos árvores de Natal rodeadas de luzinhas frágeis e que queimam a todo instante?
Será que realmente precisamos de tudo isso que essa época do ano nos oferece? Será que só podemos demonstrar às pessoas que gostamos delas com presentes?
Este ano, eu não quero presentes! Quero abraços verdadeiros, sorrisos e boas conversas. Quero ALEGRIA e não um presente que foi motivo de preocupação a quem me deu, achando que com isso “atingiu” meu carinho. Quero uma festa prazerosa em que a preocupação verdadeira seja a alegria das pessoas que ali estão.
Mas se p/ muitos o presente é realmente necessário, hoje em dia o que não faltam são brechós e sebos c/ produtos em ótimo estado e qualidade, à preços acessíveis, cheios de cultura, idéias diferentes e até inovadoras, permitindo que as pessoas tenham outras opções.
Além disso, quem usa tudo o que tem em casa??? Quem só tem o que precisa??? Por entre o pó e os lugares da casa que guardam coisas não utilizadas há produtos que ainda estão em condições e que podem ser verdadeiros presentes: roupas, aparelhos, livros, cd’s, acessórios, lembrancinhas, bijouterias ou jóias, etc… Eles podem muito bem ter a camada de poeira retirada, embrulhados e virarem presentes novamente.

reciclagemHá ainda outras possibilidades: uma mãozinha-de-obra transforma o lixo em algo realmente significativo, útil e de encher os olhos. E a reciclagem é também um exercício mental, porque estimula a imaginação e a pessoa pode ver nos restos algo que pode vir a ser belo e significativo. Isso ainda coloca no mercado menor quantidade de produtos novos (destruindo menos o meio ambiente) e de lixo, que tão cedo não chegará aos lixões (já que o que antes era lixo, agora virou luxo).

Que de agora em diante os natais não sejam mais os mesmos, e isso não quer dizer que serão inferiores aos anteriores.

Alternativas existem, façam suas escolhas e lembrem-se:

AJAM, pois todo dia é dia de ir à luta e mudar!

Gabriel