Date: 2008.12.05 | Category: Trans | Tags:

Transfiguro a realidade e então outra realidade,
sonhadora e sonâmbula, me cria.
(Clarice Lispector)

Patrimonio da Uniao 400 Hans Silvester 1 2 3

Tribus de l OMO Hans Silvester 1 2 3 Hans Silvester – Arte das tribos de Omo – Etiópia
James 20body 20art James Hartman – Body Art
1 Emma Hack
Emma Hack Emma Hack – Peinture sur le corps
body art 02 1 Body Dream www.cvrick.com
gallery 02 07 1 2 Mathieu Ricard

O senhor… Mira, veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. (Guimarães Rosa – Grande Sertão, Veredas)

Marly

3 responses to “Transfiguração”

  1. TCris at 2008/12/08 14:57 says:

    Marly:

    Esse seu trabalho ficou maravilhoso! Obrigada.
    Passa rizomaticamente pelas categorias Cenários, Espaço-tempo, Itinerância, Diálogos, num Agenciamento, que ainda me fez lembrar o texto de Saramago, mui amado:

    “A oficina está povoada de figuras. Há rostos de bronze no chão, que são o rosto da própria terra a olhar-nos. A leve camada de poeira que cobre os barros cozidos é barro sobre barro, morte sobre vida, o rasto que o tempo arrasta, a trituração das horas. Animais vivos, objectos colhidos no acaso de encontros que são descobertas e invenções introduzem na oficina do escultor todos os reinos da natureza: raízes de árvores estão suspensas no ar como se do ar alimentassem as folhas perdidas, e há troncos ramosos que são cruxificações ou magotes de gente apunhalada; pedras que a água, o vento e o sol trabalharam durante mil anos e um dia, até que duas mãos vivíssimas as levantaram do chão e as aproximaram pela primeira vez do bafo do homem; e dois pombos livres, de rémiges intactas, cortam a atmosfera como se estivessem num bosque ou ousassem o voo sobre um vale profundo onde figuras imóveis assistissem ao desfilar do invisível.
    Cem mil objectos criados por outras mãos estão dispostos em degraus, em solcacos, em prateleiras. Cada um, porque foi encontrado, porque se deixou transportar para ali, porque tomou aquele lugar e não outro, porque foi posto em acordo ou em oposição com os que o rodeiam, é uma entidade viva, opaca ou transparente, sobre a qual a luz e a sombra se harmonizam como a noite e o dia, o crepúsculo da manhã e a tarde…”

    A Oficina do Escultor – Fragmento.
    In José Saramago. A bagagem do viajante [cronicas].
    Companhia das Letras

  2. Lana at 2008/12/08 17:58 says:

    o ser se transfigura enquanto figura na vida, se esconde em suas próprias máscaras…que bom algumas são flores!!!

  3. leda at 2009/01/21 14:26 says:

    belisssimo!!!!

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