Data: 2012.05.10 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Trans | Comentários: 0

Nosso companheiro de aprendizagem Américo Sommerman apresenta-se no CETRANS na próxima semana. Não perca a oportunidade de participar!
Americo Sommerman   Palestra maio

Evento gratuito. Favor confirmar presença em uacomunicacao@cetrans.com.br

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Américo Sommerman

Doutor em Difusão do Conhecimento – doutorado Multi-institucional e Multidisciplinar pela Universidade Federal da Bahia; graduado em Filosofia e Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Nova de Lisboa, em co-tutela com a Université François Rabelais de Tours, França. Primeiro editor e tradutor brasileiro de Plotino – neoplatônico do século III d.C; primeiro editor e tradutor brasileiro de Jacob Boehme (1575-1624) – grande metafísico alemão do século XVII; primeiro editor brasileiro de uma compilação do Sêfer Ha-Zohar (O Livro do Esplendor) – obra máxima da mística judaica. Fundador e diretor da Polar Editorial e Comercial Ltda ME (1996-2012). Co-criador e membro do CETRANS – Centro de Educação Transdisciplinar (1998-2012) e membro ativo do CIRET – Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires (desde 2000). Sete anos de formação, 10ª faixa (preta), em Kung Fu, estilo Louva-a-deus.

A Interdisciplinaridade e a Transdisciplinaridade como novas formas de conhecimento para a articulação de saberes no contexto da ciência e no contexto mais geral do conhecimento.

Introdução − A separação entre as diferentes formas de conhecimento como o mito, a filosofia, a teologia, a ciência moderna, a arte, as tradições de sabedoria, a experiência e, mais recentemente, entre as diferentes áreas e entre as disciplinas acadêmicas, sem a sua subsequente articulação, tem sido uma causa central de ampla gama de problemas sociais, ambientais e humanos, e tem dificultado a resolução de grande número de problemas complexos cada vez mais presentes nas fronteiras entre as disciplinas acadêmicas, e nas fronteiras entre estas e os conhecimentos não-acadêmicos e na sociedade em geral.
Objetivo – A pesquisa de Doutorado que apresentaremos teve por finalidade verificar as especificidades e relações existentes entre duas novas formas ou modalidades de conhecimento: a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, e suas possibilidades de respostas a esses tipos de problemas que não podem ser tratados adequadamente por abordagens monodisciplinares e que, às vezes, não podem ser tratados de maneira satisfatória utilizando-se apenas os saberes acadêmicos.

Data: 2012.05.05 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias | Comentários: 0

Flyer 1  livro n 1

Flyer 2  livro n 1

MuBE – Museu Brasileiro da Escultura. Av. Europa, 218 – São Paulo – SP

Data: 2012.05.01 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Trans | Comentários: 2

A Companhia de Aprendizagem apresentou-se no CETRANS, no ultimo sábado, 28 de abril, relatando o processo de construção do Livro n-1, cujo projeto nasceu conjugado com a dissertação de Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC SPP – por Adriana Caccuri, organizadora do livro n-1 e uma das coordenadoras da Companhia.

Adriana Caccuri apresenta Livro n-1 no CETRANS

Impulsionda pela necessidade de materializar a obra dentro de alguns limites sensoriais, a organizadora, designer e também articulista do livro , procura uma ordem dentro de uma macro e micro estética, para comunicar algo aos outros criando um território livre de “clichês: (…) “ é apenas quando nos livramos deles…que o trabalho pode acontecer.” Árduo e inspirador processo de desterritorialização. Assim, no design do livro n-1, a vesica (uma forma entre tantas formas…) transforma-se em uma pena, da coruja de Minerva – se reterritorializa: (…) ” um espaço territorializado onde a forma se insinua antes da forma”.

O livro n-1 - Companhia de Aprendizagem apresenta-se no

Livro n-1 - Companhia de Aprendizagem
E acontece o n-1 , um livro que permite variações sendo ele mesmo a multiplicidade em n-dimensões:

” As corujas incluem os múltiplos gritos e cantos dos diferentes autores que participam do livro e aceitaram o desafio do convite para responder a provocação – A forma acolhe o vazio, o vazio acolhe a forma ou ambas se acolhem a si mesmas? – questão proposta para os articulistas. As reflexões expressas nos artigos, a partir de suas perspectivas e experiências pessoais e formação profissional , potencializam no leitor múltiplas expressões da Forma e Vazio e sem esgotá-las , amplificam seu sentido como significação, como orientação e como sensibilidade.”

Este livro se filia ao projeto de publicações da Companhia de Aprendizagem que tem como objetivo a Formação de Formadores na perspectiva da auto, hetero, eco e onto formação que se faz em co-formação. Foi apresentado para a Comunidade CETRANS como uma experiência formativa, utilizando-se o referencial teórico de Hélène Trocmé-Fabre, que no seu livro Reiventar o Oficio de Aprender (editado em 2011 pela TRIOM) discorre sobre as sete durações da Aprendizagem. A recepção deste trabalho pelo público presente foi atenta, acolhedora e estimulante, oportunidade valiosa que a Companhia de Aprendizagem agradece e compartilha..

No próximo dia 09 de maio o livro será apresentado no MUBE. Aguardem o convite!

Data: 2012.04.23 | Categoria: Notícias, Trans | Comentários: 0

CETRANS e COMPANHIA DE APRENDIZAGEM

Evento gratuito. Favor confirmar presença no e-mail uacomunicacao@cetrans.com.br

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RITORNELLOS, o livro n-1 em 7 durações

Como fruto de uma profunda e arrojada pesquisa transdisciplinar, o projeto deste livro nasceu conjugado com a dissertação de Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC SPP – por Adriana Caccuri, organizadora do livro n-1, cujo título é Multiplicidades: Sentido, consistência e historicidade do projeto estético livro-objeto de arte n-1 e suas variações.

De lá para cá, o trabalho concreto de construção do livro inspirado no aporte conceitual desta dissertação representou desafios estéticos e ousadias até adquirir sua forma final de Livro Rizoma como um modelo de Livro Impresso Objeto de Arte, inspirado por Deleuze e Guattari: (…) “ expor toda coisa sobre um tal plano de exterioridade, sobre uma única página, sobre uma mesma paragem: acontecimentos vividos, determinações históricas, conceitos pensados, indivíduos, grupos e formações sociais”. (DELEUZE, GUATTARI, Mil Platôs V.1 – p.17).

Este livro se filia ao projeto de publicações da Companhia de Aprendizagem que tem como objetivo a Formação de Formadores na perspectiva da auto, hetero, eco e onto formação que se faz em co-formação. Sendo uma estrutura aberta de reflexão, experimentação e aplicação concreta da proposta transdisciplinar em diferentes contextos de atuação, favorece a Autoformação ao legitimar todos os participantes do n-1 – autores, tradutores, ilustradores, revisores e colaboradores como atores e autores neste processo.

Autores Adriana Caccuri, Américo Sommerman, Carlos Alberto Felippe, Christian Trombeta, Cléo Busatto, Edson Tani, Gaston Pineau, Hélène Trocmé-Fabre, Heloisa Helena Steffen, Joaquim Maria Botelho, Lucia Santaella, Maria F. de Melo, Marly Segreto, Monica O. Simons, Néle Azevedo, Pascal Galvani, Patrick Paul, Regina C. M. Kopke, Ruth Guimarães Botelho, Ruth Zumelzu, Winfried Nöth e Ubiratan D´Ambrosio.

Data: 2012.04.01 | Categoria: Companheiros de Aprendizagem, Notícias, Trans | Comentários: 0

Aconteceu em 22 a 25 de março o IV ENCONTRO DE MEMBROS CETRANS em Porto Feliz (SP), evento que anualmente reune membros do CETRANS para confraternização e apresentação de seus projetos. Com a presença de aproximadamente 20 membros e convidados, o tema deste encontro foi Transdisciplinaridade & esta estranha ideia do Belo.

A Companhia de Aprendizagem participou do evento representada por uma das suas coordenadoras, Adriana Caccuri, com a apresentação do nosso trajeto formativo em co-formação intitulado A COMPANHIA HOJE : “O VIVENTE DECIDE NA E PELAS TRANSIÇÕES…”. Conheça um pouco deste percurso !

Logo 1   2008

Fundação – dez/2002
De 2003 a 2009: projetos dedicados à vivência de um processo de formação em co-formação numa abordagem Transdisciplinar.

http://www.cetrans.com.br/textos/cia-de-aprendizagem/origem-proposta-perfil.pdf

Em 2005:

1) projeto da revista COMPANHIA, lançada no II Congresso Mundial de Transdisciplinaridade – Vila Velha – ES – 06-12/09/2005;

2) Apresentação de trabalhos no mesmo congresso e coordenação da sessão Poster;

3) Caccuri, A. et all, “A Companhia de Aprendizagem Transdisciplinar: o desafio da construção de um processo em co-formação”, em Educação e Transdisciplinaridade III, São Paulo: TRIOM, 2005, p. 313-357.

De 2010 a 2011:

1) projeto do Livro n-1, integrado à dissertação de Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital – PUCSP, de Adriana Caccuri, 07/10/2009. O Livro n-1 será lançado no 1º semestre de 2012.

2) projetos interativos no Blog da Companhia de Aprendizagem http://companhiadeaprendizagem.com.br/blog/, coordenados por Teresa Cristina F. Bongiovanni e Marly Segreto.

3) encontros da coordenação para compartilhar e refletir sobre projetos grupais e/ou pessoais desenvolvidos nesse período .

Número aproximado de pessoas que passaram pelo trajeto formativo da companhia:

Membros da coordenação: Adriana Caccuri, Marly Segreto, Monica O. Simons, Teresa Cristina F. Bongiovanni.

Em média 8 participantes/ano.

A partir de 2009, contamos com a colaboração de 3 designers e 20 autores transdisciplinares e provenientes de vários campos do conhecimento.

Numero aproximado de encontros presenciais e a distância:

De 2003 a 2009:
Encontros presenciais/Ateliês: 53 (318 hs)
Encontros virtuais (chat/forum): 28 (54 hs)

De 2010 a 2011:
Em média 2 encontros/ano, além de vários encontros presenciais e virtuais em função da necessidade dos projetos desenvolvidos.

IMAGEM MENTAL DA COMPANHIA HOJE

– É preciso ter coragem para fazer as necessárias paradas, pausas, intervalos… é o devenir de que ela fala… “o presente se encontra na junção do realizado e do ainda não realizado” (fala da Marly citando Hélène Trocmé Fabre).

Hoje, temos descrito o percurso do realizado até 2011. A importância do registro. 2012 é o devenir! Sempre foi assim na Companhia – uma estrutura aberta de reflexão para o que no momento de vida de cada uma se apresentasse e que fizesse sentido para o espírito formativo (em co-formação) da Companhia.

Atualmente, cada uma de nós realiza este espírito no seu trajeto pessoal em muitos lugares e de muitas formas, e se realiza neste estado de ser-fazer . Seja nosso companheiro de Aprendizagem e participe dos nossos projetos pelo blog.

E a Companhia expande-se na multiplicidade do n-1 em múltiplos cantares! Em 28 de abril próximo, a Companhia de Aprendizagem apresentará nos Encontros Transdisciplinares do CETRANS o processo de construção da sua mais recente publicação , o livro n-1.
Adriana Caccuri - N-1
Aguardem o convite!

Data: 2012.03.28 | Categoria: Notícias | Comentários: 0

Brasília sediará, entre os dias 14 e 23/4, sua primeira bienal do livro. A pretensão dos organizadores é grande: sediar a 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que deve misturar debates literários e shows de música. A estimativa dos organizadores é que 500 mil pessoas visitarão a feira, que terá entrada franca. Serão 15 mil metros quadrados de estrutura climatizada, na Esplanada dos Ministérios. Primeira mulher a ganhar o prêmio Man Asian Literary – o de maior prestígio da Ásia -, a romancista sul-coreana Kyung-sook Shin, é uma das convidadas do evento.

Entre os representantes da América Latina, estarão presentes os
argentinos Juan Gelman, Samanta Schweblin e Mempo Giardinelli. Participam também os escritores Antonio Skármeta (Chile), Hector Abad Faciolince (Colômbia), Senel Paz (Cuba), Mario Bellatin (México) e
Sérgio Ramirez (Nicarágua), em debate sobre o vigor da literatura latino-americana, com mediação de Eric Nepomuceno.

1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura
ONDE Esplanada dos Ministérios
QUANDO de 14 a 23/4; das 9h às 0h

Data: 2012.03.11 | Categoria: Solilóquio | Comentários: 1

Chegamos ao final do enredo de Claraboia. A história poderia continuar indefinidamente na vida daquelas pessoas que habitam o pequeno prédio de apartamentos em algum lugar de Lisboa (ou de qualquer outro lugar) – um enredo tão simples quanto é complexa a vida de cada personagem nos encontros e desencontros uns com os outros.

Florgarrafas 2 - Ghuga Távora

Clarabóia me inspira a imagem da luz vinda do alto, respiro para poder continuar em algumas situações. Nas histórias que se entrecruzam – há esta busca dos personagens (talvez do próprio autor naquela época em que o romance foi escrito…). Solilóquios são os desnudamentos de cada um deles diante do leitor, cujos alguns instantâneos registrei aqui – coisas que só as almas entendem porque talvez já as tenham vivido.

“ Abel levantou-se, enfiou os sapatos e dirigiu-se a uma mala que estava arrumada a um canto. Abriu-a e apontando para os livros que quase a enchiam, disse:
_ Nos piores momentos de minha vida, a idéia de os vender nem sequer passou pela minha cabeça. Estão aqui todos os que trouxe de casa, mais os que fui comprando durante estes doze anos. Já os li e já os reli. Aprendi com eles muitas coisas. Metade do que aprendi, esqueci, e a outra metade é capaz de estar errada. Certo ou errado, a verdade é que só contribuíram para tornar mais evidente minha inutilidade.
_ Penso que fez bem em lê-los. Quantos levam a vida sem descobrir que são inúteis? No meu entender só pode ser verdadeiramente útil quem já sentiu que era inútil. Pelo menos não corre tanto risco de voltar a sê-lo…
_ Utilidade, utilidade, só lhe ouço essa palavra. Como posso eu ser útil?
_ Cada um tem que descobrir por si. Como a tudo na vida, afinal. Conselhos não servem de nada. Bem gostaria eu de lhos dar se lhe servissem de alguma coisa…
_ Também eu gostaria de saber o que está por trás dessas meias palavras…
Silvestre sorriu:
_ Não tenha medo. Só quero dizer que aquilo que cada um de nós tiver de ser na vida, não o será pelas palavras que ouve ou pelos conselhos que recebe. Teremos que receber na própria carne a cicatriz que nos transforma em verdadeiros homens. Depois, é agir…” (p.259)

(José Saramago. Clarabóia. Companhia das Letras, 2011)

Data: 2012.03.04 | Categoria: Solilóquio | Comentários: 0

” Claudinha não dormia. E não era a alegada e verídica dor de cabeça que lhe tirava o sono. Recordava a conversa com o patrão. As coisas não se tinham passado tão simplesmente como contara aos pais. Não tivera a menor dificuldade em saber, mas o que se seguira é que não podia ser facilmente contado. Nada de grave se passara, nada que, vendo bem, não pudesse e não devesse ser contado. Mas era difícil. Nem tudo o que parece, é, nem tudo que é, o parece ser. Mas entre o ser e o parecer há sempre um ponto de entendimento, como se ser e parecer fossem dois planos inclinados que convergem e se unem. Há um declive, a possibilidade de escorregar nele, e, assim acontecendo, chega-se ao ponto em que, ao mesmo tempo, se contacta com o ser e o parecer.” p.332

Camaleão - www.sxc.hu//

“Henrique não compreendia. Amara pouco o pai, mas descobrira que podia amá-lo sem reservas; durante algum tempo receara a mãe, mas agora a mãe chorava e ele reconhecia que nunca deixara de a amar. Amava ambos e via que eles se afstavam cada vez mais um do outro. Por que se olhavam, às vezes, como se não se conhecessem ou como se se conhecessem demais? Por que aqueles serões silenciosos, onde a voz infantil parecia andar perdida, como uma floresta imensa e sombria que abafava todos os ecos e donde tinham fugido todos os pássaros? Para muito longe haviam fugido as aves amorosas, a floresta ficara petrificada, sem a vida que só o amor gera.” p.274

(José Saramago. Clarabóia. Companhia das Letras, 2011)