COMUNIDADE DE DESTINO - você conhece?
Pois é…
A Helô, uma das participantes da Companhia de Aprendizagem, nos enviou uma entrevista do Prof. Humberto Mariotti que você pode conhecer na íntegra em
http://pagina22.com.br/index.php/2009/03/comunidade-de-destino/ .
Trata-se de sustentabilidade – interna e externa – porque sem uma não há a outra.
Da leitura, ela inferiu que a Companhia de Aprendizagem também pode ser caracterizada como uma Comunidade de Destino:
• (…) “ Um lugar sem mais espaço para narrativas unilaterais. As decisões nascem de um sistema horizontal e coparticipativo – aquilo que Morin designa “comunidade de destino”.
• (…) “ as narrativas hoje são pulverizadas para fazer com que as pessoas se reúnam para conversar e decidir seus próprios destinos. É o que o Edgar Morin chama de “comunidade de destino”. Agora nós temos que inventar narrativas de coparticipação.”
• (…) “Gandhi dizia que, quando a auto-organização se torna patente, não precisa mais de liderança, porque a liderança se torna disseminada. O poder se torna difuso quando a causa é compartilhada.”

Neste contexto, nós também nos reconhecemos como uma comunidade de destino, na busca da vivência desta práxis formativa de convivência, conforme registramos no item do nosso perfil - em 2008 – em relação à Mediação e acompanhamento dos processos de AUTOFORMAÇÃO EM CO-FORMAÇÃO que integram os procedimentos da Companhia de Aprendizagem
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Legitimação do sujeito e do lugar de onde ele fala (níveis de percepção);
Escuta sensível e Registro;
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Exploração intersubjetiva do sentido da experiência vivida e entrecruzamento dos saberes (formal, experiencial e sensível);
Busca do sentido como significação, orientação e sensibilidade;
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Retorno reflexivo sobre a experiência;
Transito pelo simbólico e pelas diferentes linguagens: do eu e do nós (individual e coletivo internos) e do isto (individual e coletivo externos);
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Itinerância: nos diferentes espaços;
Alternância: dos saberes, das temporalidades, dos tipos de interação;
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Utilização de instrumentos heurísticos.
Logo mais, você vai conhecer um pouco mais da proposta, trajeto e projetos da Companhia de Aprendizagem, no QUEM SOMOS aqui do blog.
Aguarde!!!
Sem comentários »Ecos do Encontro O PONTO DE MUTAÇÃO 3
Minha hospitalidade

Seja hospitaleiro.
Quando o forasteiro farto de caminho ponha em teu povoado seu olhar como um corpo sobre os pelegos do recado estendido no campo, espera-o mais além do umbral de tua casa plana e fresca e oferece-lhe tua mão como um pregosto de abrigo.
Porque és senhor de tua casa, trata-o tal como se fosse amo.
Não perguntes quem é.
Talvez em seus braços pese um mal feito, mais difícil de levar pela vida que as arrastadas nazarenas pela varrida terra de teu pátio em que vão fincando sua coroa de espinhos.
Talvez um orgulho demasiadamente grande alargue sua frente sob o chambergo (1) cuja aba pretenciosa vem desprezando o ar que cria ao seu passo.
Senta-o junto ao fogão, coração de fogo de tua morada tranquila, e dá-lhe um banco forte em que assentar sua fadiga.
Aproxima umas brasas de seus pés para que sequem o barro de suas botas e o calor suba até seus lábios em confiança de confidência.
Deixa-o falar e consinta com tua cortesia suas palavras.
E quando o sono enevoe de vazio seus olhos, então da-lhe teu leito e vigie seu repouso estendido sobre teus pelegos.
Quando se for embora levará consigo o presente de tua irmandade que melhora o homem.
(1) Chapéu de abas largas.
Ricardo Güiraldes (1886 – 1927)
Poeta, novelista e contista argentino
Tradução livre: Adriana Caccuri
Imagens:
http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/acadLetArg/
http://www.patrimoniosf.gov.ar/browse/db/2/id/16994/page/1/
Adriana Caccuri
1 comentário »Ecos do Encontro O PONTO DE MUTAÇÃO 2

De onde viemos?
Para trás: revendo as marcas deixadas no caminho… o mapa da navegação… deixando o lastro e incorporando o rastro que ainda faz sentido… Caleuche, o barco mítico, aparece e desaparece… não somos mais as mesmas… estamos em outro lugar…
Como e onde estamos hoje?
Faire le point: assinalar as coordenadas, a localização atual… Ser no aqui e agora… presença em si na partilha… atentas… amantes… pacientes… os diferentes pontos de vista iluminam os pontos cegos… pontos de fuga se anunciam… transição… mutação… novas rotas… novos sentidos…
Para aonde vamos?
Para adiante segue o caminho… é favorável ter aonde ir… quanto mais caminhamos, mais retornamos… às nossas origens… Paradoxo…!
Uma contribuição…
Nostalgia (Nostalghia, 1983)
Direção: Andrei Tarkovsky (1932-1986)
Roteiro: Andrei Tarkovsky, Tonino Guerra
Origem: Itália/Rússia
Sinopse: Jornada mística do poeta russo Andrei Gorchakov à Itália em busca de um novo modo de vida. Depois de 3 meses, viajando em companhia de Eugenia, uma atriz italiana, chegam a um pequeno vilarejo ao norte da Itália. Frustrado e deprimido por ainda não ter encontrado seu caminho, Gorchakov mergulha em seu passado, isolando-se em impenetrável silêncio. Mas ao encontrar Domenico, um velho lunático, assim chamado por seu estranho e solitário modo de viver, ele consegue compreender sua angústia e o segredo de sua própria Nostalgia.
Leiam os comentários sobre este trecho do filme.
Marly Segreto
6 comentários »AGENDA 2010 - Ecos do Encontro O PONTO DE MUTAÇAO
AGENDA 2010

…Para adiante e para trás segue o caminho…
Ponto de mutação
Ponto de (em) questão - Janeiro
Revisitação dos registros do processo de construção Companhia de Aprendizagem – Triagem- Encaminhamentos- Descarte
Ponto de transição - Fevereiro
Site da Companhia de Aprendizagem: Finalizar o site temporariamente; Encaminhar registros para o site do CETRANS; Manter o blog.
Ponto de mutação
Ponto de sustentação - Março
Participação no II Encontro de Membros do CETRANS - 12 a 14 de março
Ponto de contato - 2010
Ciclo de Estudos internos sobre Paradoxo
Ponto de mutação
Ponto de encontro - Abril, Julho e Setembro
Encontros bimestrais da Companhia de Aprendizagem
Ponto de transformação - 2010
Finalização do projeto Livro N-1
Companhia de Aprendizagem 2010
Sampa, 22 a 24 de janeiro
Encontro da Coordenação - O Ponto de Mutação
TCris
Sem comentários »Ecos do Encontro O PONTO DE MUTAÇÃO 1

Ponto de mutação
Ponto de contato
Ponto de sustentação
Ponto de mutação
Ponto de encontro
Ponto de questão
Ponto de mutação
Ponto de transição
Ponto de transformação
Monica O. Simons
3 comentários »O PONTO DE MUTAÇÃO

24 FU - RETORNO (o ponto de transição, de mutação)
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Retorno. Sucesso.
Saída e entrada sem erro.
Amigos chegam sem culpa.
Para adiante e para trás segue o caminho.
Ao sétimo dia vem o retorno.
É favorável ter aonde ir.
… O movimento é natural e surge espontaneamente. Por isso a transformação do antigo também se torna fácil. O velho é descartado e o novo introduzido. Ambos os movimentos estão de acordo com as exigências do tempo…
Formam-se associações de pessoas que têm os mesmos ideais. Como tal grupo se une em público e está em harmonia com o tempo, os propósitos particulares e egoístas estão ausentes…
A idéia de retorno baseia-se no curso da natureza. O movimento é cíclico e o caminho se completa em si mesmo. Por isso não é necessário precipitá-lo artificialmente. Tudo vem de modo espontâneo e no tempo devido.
Esse é o sentido do céu e da terra *.
* Wilhelm, Richard. I Ching – O livro das mutações. São Paulo: Pensamento, 1983, p. 91-92.
Este será o tema do encontro da Coordenação da Companhia de Aprendizagem que será realizado nos dias 22, 23 e 24 de janeiro em Embu das Artes - SP.
1 comentário »Diálogo em Contas - O fio das missangas
Já de antes de janeiro, muita chuva… Meu projeto de ler um livro de literatura a cada inicio de ano, jaz malemolengo à espera. Começo hoje, a ler O fio das missangas, do Mia Couto, que ganhei de presente da Marly; é um livro de contos. Belo!
Mia Couto faz uma síntese de linguagem que irradia poesia - intraduzível em outras palavras, tem um ritmo próprio que combina palavras, períodos, pontuação. Uma morfologia singular; às vezes me lembra Borges, mas é mais visceral, cru.
Eu nunca sei para onde me conduz a leitura - desta vez há um fio…
TCris
“EVELINA: A BORDADEIRA
Na varanda, ia bordando Evelina, a mais nova. Seus olhos eram assim de nascença ou tinham clareado de tanto bordar? Certa vez, ela se riu e foi tão tardio, que se corrigiu como se alma estrangeira à boca lhe tivesse aflorado. Lhe doía se lhe dissessem ser bonita. Mas não diziam. Porque além do pai, só por ali havia as irmãs. E, a essas, era interdito falar de beleza. As irmãs faziam ponto final. Ela, em seu ponto, não tinha fim.
Dizem que bordava aves como se, no tecido, ela transferisse o seu calcado voo. Recurvada, porém, Evelina, nunca olhava o céu. Mas isso não era o pior. Grave era ela nunca ter sido olhada pelo céu.
Às vezes, de intenção, ela se picava. Ficava a ver a gota engravidar no dedo. Depois, quando o vermelho se excedia, escorrediço, ela nem injuriava. Aquele sangue, fora do corpo, era o seu desvairo, o convocar da amorosa mácula.

Em ocasiões, outras, sobre o pano pingavam cristalindas tristezas. Chorava a morte da mãe? Não. Evelina chorava a sua própria morte.”
2 comentários »Pascal Galvani - mensagem para 2010
Chers collègues et chers amis
je vous envoi mes meilleurs voeux pour la nouvelle année !…
Pascal Galvani
[Caros colegas e caros amigos, eu vos envio meus melhores votos para o novo ano!]

[Em um feixe de ervas mexicanas, a luz matinal… Do ano novo!]

[com meus Melhores Votos…]

[Imagem e tinta e de Pascal - 1 de janeiro de 2010]
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